O que fazer diante da perda de pelo de cães e gatos?

Especialmente na primavera, quando as temperaturas ficam cada vez mais altas até a chegada do verão, muitos tutores se deparam com uma grande quantidade de pelos perdidos pelos seus animais de estimação. Em algumas circunstâncias, o fato gera preocupação nos donos.

No entanto, é preciso pontuar que este é um fenômeno normal. Conforme explica Luan Madruga, médico veterinário da Clínica Espaço Animal, a troca de pelo acontece sempre que há mudança de temperatura: na primavera, quando os pets descartam a pelagem mais grossa por outra mais fina por conta das altas temperaturas, e no outono, quando a dá lugar à mais grossa para atravessar o frio do inverno.

Com duração aproximada de um mês, é um fato que ocorre tanto em gatos como em cachorros e a sua quantidade depende da raça, não havendo necessariamente relação direta com a espécie, como explica o profissional: “Alguns tipos de pelagem dos cães perdem mais e outros menos. Assim como os gatos de pelagem longa perdem mais”.

Vomitar bolas de pelo é consequência

O que também acontece com certa frequência nesta época do ano é aparição de vômitos com bolas de pelo. Neste caso, Luan esclarece que se trata de uma consequência natural para os pets que se lambem em sinal de higienização, como os gatos fazem, por exemplo.

O que é possível ser feito para minimizar as quedas?

Ajudar os bichinhos neste processo também pode ser uma tarefa dos humanos. Dentre as práticas mais recomendadas estão, principalmente, a escovação diária ou pelo menos três vezes na semana na direção do crescimento dos pelos e a tosa higiênica, em especial para aqueles mais peludos.

Como saber se a queda de pelos pode ser uma doença?

Como explicamos, normalmente a queda de pelos faz parte da natureza de cães e gatos. Porém, em algumas situações, pode servir como um sinal de alerta em relação a algum problema nos animais. Luan Madruga aponta que quando há perda da pelagem aliada a feridas, vermelhidão da pele ou falta de pelos em determinadas regiões, é necessário buscar a ajuda de um médico veterinário. Isso pode ser um sinal de infecções, estresses, presença de ectoparasitas, fungos ou alergias.

Julho: mês de combate às zoonoses

O mês de julho é todo dedicado a um olhar mais atento às Zoonoses, doenças infecciosas transmitidas entre animais e humanos. Para saber mais sobre essas enfermidades, conversamos com o Médico Veterinário da Clínica Espaço Animal, Luan Madruga. Confira abaixo:

Quais são as principais zoonoses?

Esporotricose, raiva, leptospirose, leishmaniose, giardíase toxoplasmose entre outras, sendo estas relacionadas pricipalmente a cães e gatos.

Quais seus sintomas e seus tratamentos? 

Sintomas:

Esporotricose: lesões ulceradas com presença de pus principalmente em região de focinho e membros e com difícil cicatrização.

Raiva: alterações neurológicas, como excitação, agressividade e desorientação.

Leptospirose: icterícia (cor amarelada), algia (dor) abdominal, vômitos, diarréia, prostração.

Giardíase: vômitos, diarréias, perda de apetite, desconforto abdominal.

Toxoplasmose: é geralmente assintomática em gatos. Em humanos, a infecção se dá pela ingesta de carnes mal cozidas, mas podendo também ser de contato com as fezes dos animais infectados.

Leishmaniose: perda de peso, apatia, alterações na pele e no pelo, crescimento exacerbado das unhas, lesões oculares, aumento dos linfonodos.

Tratamento: Sempre que os animais apresentarem qualquer sinal clínico procurar imediatamente um médico veterinário.

Qual é o papel do poder público no monitoramento de zoonoses?

O poder público tem o poder de orientar os meios de transmissões das zoonoses assim prevenindo ao máximo o número dos casos. Isso é importante porque há um mapeamento dos locais com maior incidência dos casos.

O que o tutor pode fazer para prevenir as zoonoses?

Para prevenção das zoonoses é sempre fundamental consultar periodicamente com um médico veterinário, bem como controle de endo (interno) e ectoparasitas (externos), manter a vacinação e promover uma saúde ambiental adequada.

Saiba como aquecer seu pet em dias frios

mbora em 2022 já tenhamos experimentado um pouco do inverno ainda no outono, a estação mais fria do ano começou oficialmente hoje, 21/6. Ele chegou e com isso os dias gelados tendem a ser mais frequentes. Nossos pets também sentem frio e por isso, devemos tomar alguns cuidados para mantê-los aquecidos principalmente nos dias em que as temperaturas estão mais baixas.

A sensação térmica de cães e gatos depende da pelagem do bicho, seu porte e o local em que vivem. Pets com pelagem curta tendem a ser mais sensíveis. Segundo a Médica Veterinária da Clínica Espaço Animal, Rafaela Soppelsa, animais de pelo curto necessitam de um cuidado maior, pois eles não possuem um equilíbrio térmico que pets de pelagem longa possuem já que o pelo serve de isolante térmico. Bichos de porte pequeno também são mais sensíveis.

Além disso, Rafaela explica sobre o local em que o pet habita. “Animais que vivem em ambientes fechados, como apartamentos, dentro de casa, são mais sensíveis. Então, temos que ter um cuidado ainda maior para esses casos, utilizando cobertores, caminhas, roupinhas e até mesmo ambiente climatizado em alguns casos. É diferente de pets que ficam na rua que são mais resistentes”, explica.

De qualquer forma, a médica veterinária orienta que os tutores mantenham o bicho abrigado, longe de correntes de ar e protegidos da chuva. Outra dica é em relação aos passeios em dias gelados. A orientação de Rafaela é que sejam realizados em horários com sol e/ou quando a temperatura esteja mais alta.

Sobre as roupas, o tutor deve ficar atento à pelagem do bicho. “As roupas são recomendadas para animais com pelo curto. Em animais de pelo longo devem ser evitadas porque podem causar embaraçamento”, afirma Rafaela.

Confira o vídeo que produzimos sobre o assunto:

Sorteio! Concorra a um kit com itens da marca PremieRpet

Tem sorteio no ar em nosso Instagram (@veterinariaespacoanimal). O ganhador vai levar um super kit da PremieRpet. Veja os itens:

  • Ração para pequeno porte para cães adultos que vivem em ambientes internos (pode ser trocada para a variação destinada a animais de porte pequeno e filhotes);
  • 6 pacotes de biscoitos cookie variados; 
  • 2 pratos para refeição; 
  • 1 copo de medida de ração;
  • 2 cobertores;
  • 1 pote de armazenamento de ração. 
A PremieRpet é marca parceira a Clínica Espaço Animal

Regras para participar:

  • Seguir a Espaço Animal no Instagram; 
  • Compartilhar esse post no seu story e mencionar o nosso perfil: @veterinariaespacoanimal;
  • Marcar pelo menos três pessoas nos comentários. Não pode ser perfis fakes; 
  • Ter disponibilidade para retirar o kit na clínica que fica em Esteio; 

Você pode participar quantas vezes quiser desde que siga as regras acima. Só serão aceitas participações até o dia 24/6. O resultado será divulgado até o dia 30/6 em uma live no perfil

Tutora de pet também é mãe?

Por ocasião do Dia das Mães, preparamos um conteúdo que suscita reflexão sobre algo que divide opiniões: afinal, tutora de pet também é mãe?

Histórias que se entrelaçam

Cíntia Silva adotou Bilu há 6 meses. O tempo relativamente curto não é termômetro para verificar o tamanho do amor que a técnica de enfermagem sente pelo cão. Uma história que iniciou com semelhanças entre ela e o cachorro já que, anteriormente, ambos passaram por perdas.


Quando Bilu foi morar com Cintia fazia 10 meses que o pai dela havia falecido. Estava muito difícil lidar com a ausência paterna e com um problema de saúde que a acometera no mesmo período. Antes da chegada do cachorro, por dias a fio, ficava sozinha em casa, sem compromissos ou obrigações.


Já o pinscher também conviveu com mortes. Primeiro foi a tutora e depois a mãe dele. Quando a ex-dona morreu, a casa onde Bilu morava com a mãe e o irmão dele foi arrombada e os cachorros foram roubados. Bilu e a mãe foram recuperados, mas a cadela foi morta por outros cães.


Fatos tristes, mas que desencadearam na adoção. Cíntia, que não queria despender tempo com o cuidado de um animal de estimação e também tinha ressalvas em relação à sujeira produzida, se compadeceu com a história e resolveu ficar com Bilu. Ele também adoeceu e toda a família de Cíntia precisou se envolver no cuidado do pinscher que só melhorou depois de receber atendimento veterinário na Clínica Espaço Animal.

Cíntia e Bilu: relação de amor

Também em razão da enfermidade de Bilu, a técnica de enfermagem e o companheiro foram morar juntos e hoje o cão é o xodó da casa. “Eu sou a mãe dele, pois tenho compromissos e rotinas com as quais me envolvo em razão dele, sem falar do amor. Amor pelo que ele representa para mim, amor pela forma que ele transformou os meus dias e a minha vida”, afirma.

Opinião de especialista

Cíntia acredita que mãe de pet pode ser considerada mãe, mas reconhece que é necessário ter ciência de que são maternidades diferentes porque as proporções de cuidados e deveres são distintas. É a mesma linha que defende a psicóloga Jéssica Machado, tutora de dois cachorros e mãe de uma criança de 3 anos e meio. Segundo a especialista, é complexo comparar a maternidade entre humanos com a que se estabelece com os bichos. Ao colocá-las sob o mesmo prisma, perde-se a essência de cada uma delas. “A responsabilidade social de educar e garantir a sobrevivência de outro ser humano é uma obrigação muito grandiosa”, assegura.


Apesar disso, não considera que a figura materna esteja relacionada unicamente a uma questão biológica, pois é um papel ocupado por quem se dedica a cuidar e garantir segurança e proteção. “Com a pluralidade de dinâmicas familiares atualmente, o pet é fonte de acolhimento e amor. Portanto, creio ser simbólico e afetivo referir-se à tutora como mãe, pois é responsável pelo cuidado e proteção de alguém além de si”, explica.

Novas opções de vida


A psicóloga também pondera que outro fator que corrobora para esse sentimento de maternidade abrangente é que muitas pessoas optam por não ter cônjuges e/ou filhos, o que contribui para ver no animal um sinônimo de companheirismo e amor mútuo. “Temos certeza de que os pets podem nos garantir esses e outros tantos bons sentimentos e as pessoas estão cada vez mais sedentas disso”, conclui.


Sabemos que a maternidade transcende o gênero designado em nosso nascimento, além de haver pais que são mães. Acreditamos que quanto mais amor melhor, não é mesmo? Busque manter em seu cotidiano gestos que suscitam amor seja sendo mãe de pet, mãe de gente, não sendo mãe. Enfim, sendo presença significativa, empática e sensível à realidade do que se passa diante de você.

8 curiosidades sobre o cão-guia

Os cães-guias são tão especiais que tem um dia só para eles. A última quarta-feira de abril é sempre dedicada a esses cachorros incríveis que ajudam pessoas cegas a se locomover. Em 2022, o dia é 27 de abril. Para marcar a data, listamos oito curiosidades sobre esses animais.

1 – É possível brincar com eles?

Embora sejam dóceis e fofos, não é indicado brincar com os cães-guia ou oferecer petiscos a eles. São animais que estão a trabalho e, portanto, não devem se distrair. O ideal é dialogar com a pessoa com deficiência visual para saber se aquele momento é adequado para interagir.

2 – Há uma lei prevendo que ninguém pode proibir a entrada de um cão-guia em qualquer espaço?

Sim. A Lei nº 11.126 (2005) prevê que a pessoa com deficiência visual que utiliza cão-guia tem o direito de ingressar e permanecer com o bicho em locais privados ou públicos de uso coletivo, o que inclui restaurantes, táxis ou veículos de transporte por aplicativo, ônibus, supermercados… Assim, se você ver uma pessoa proibindo a entrada do cachorro em algum lugar, reclame. Eles podem e devem entrar.

3 – Há aposentadoria para o cão-guia?

Sim. Normalmente um cão-guia trabalha por cerca de 8 anos. Depois disso, para. Ele pode ficar com o seu tutor ou ser adotado por uma família que já tenha afinidade com ele. 

4 – Como ocorre o adestramento deles?

Ainda filhotes, inicia o processo de socialização com famílias voluntárias, que irão ensiná-los a conviver com outros seres humanos. Após, um adestrador especialista assume o trabalho ensinando comandos específicos, como desviar de obstáculos e esperar o momento certo para atravessar a rua. Para finalizar, a própria pessoa que receberá o cão-guia é treinada com o animal para aprender a dar as instruções necessárias. Todo o adestramento leva entre um ano e meio e dois anos,

5- Há raças específicas para serem cães-guia?

As mais utilizadas são labrador e golden retriever. No entanto, também é possível adestrar pastores alemães ou borders. Cães com temperamento dócil e de médio ou grande porte são mais escolhidos para exercer o trabalho já que precisam ter força para guiar seus humanos.

6 – Toda pessoa cega se adapta ao cão-guia?

Não. Depende de cada pessoa. Há casos em que não há periodicidade de contato entre o deficiente visual e o animal, o que dificulta a adaptação do humano. As pessoas cegas precisam se sentir seguras para ter o apoio do cão e isso é uma sensação um tanto individual. 

7 – Qual é o valor de um cão-guia?

Conforme o Instituto Íris, uma das instituições especialistas em cães-guia no Brasil, o custo para preparar e doar um animal é de aproximadamente R$ 35 mil. Em virtude do valor alto, o cão-guia ainda é um recurso pouco acessível. Dados de 2020, apontam que há 200 deles no Brasil.O tempo de espera para receber um pode chegar a 3 anos.

8 – Há instituições que doam cães guias para quem não têm condições de adquiri-los?

Sim. Em uma pesquisa rápida no Google, localizamos a Escola Hkeller, localizada em Balneário Camboriú (SC), que treina cachorros para doar a deficientes visuais. Como o custo para treinar o animal ultrapassa R$ 100 mil, a instituição está em constante campanha para arrecadação de doações. No site, há mais informações.

Fonte: Fundação Dorina Nowill para cegos

Consumo de chocolate pode ser levar cães e gatos à morte

Estamos às vésperas da Páscoa, período em que os humanos costumam aumentar o consumo de chocolates. Apesar de ser uma delícia para o nosso paladar, o doce não é recomendado para os nossos cachorros e felinos. Se ingerido, pode causar muitas alterações no organismo, ocasionando problemas de saúde que podem ser leves ou até mais sérios.

O motivo é uma substância chamada teobromina, presente no chocolate. Os animais têm pouca capacidade de processá-la. Por isso, se torna tóxica ao organismo deles.

Exemplificando

A dosagem de teobromina que intoxicar um cão está entre 100 e 150 mg/kg. Chocolates ao leite normalmente têm 154 mg/100g da substância. No caso do meio-amargo, chega a 528 mg para as mesmas 100 gramas.

Isso porque quanto maior a concentração de cacau no produto, mais teobromina ele tem. Porém, as versões ao leite e branco também trazem riscos.

Crédito: Site Itupeva agora

Consequências do consumo

Ao comer chocolate, o pet pode ter taquicardia, aumento da pressão arterial e maior eliminação de urina. A micção em excesso resulta em desidratação. Além disso, o bicho pode apresentar agitação e tremores. A gravidade do quadro dependerá da quantidade de chocolate que o cachorro ou o gato consumiu, da sua idade e também do estado geral de sua saúde.

É muito raro que o quadro possa levar à morte, mas pode acontecer. Além disso, é a grande incidência de que ocorram distúrbios gastrointestinais principalmente em animais de pequeno porte e nos mais jovens, devido à quantidade ingerida em relação ao peso. Obesidade e diabetes também podem decorrer do consumo de chocolate.

Ingestão acidental deve ser tratada como emergência

Deixar o alimento em local de fácil acesso pode ser facilitar a sua ingestão. Ao notar que o fato ocorreu, o tutor deve levar seu cão ou gato imediatamente a uma emergência para que o médico veterinário faça uma avaliação clínica e preste os primeiros socorros.

Prevenção

É preciso dificultar o acesso dos pets a chocolates, especialmente neste período de páscoa em que ovos, bombons e outros produtos que contêm chocolate podem ficar mais expostos. Além disso, é muito importante que toda a família esteja empenhada em guardar este tipo de alimento assim que comer e, principalmente, não oferecê-lo aos bichos.

Plantão 24 horas

Em caso de ingestão de chocolate, a Clínica Espaço Animal dispõe de veterinários de plantão 24 horas por dia, inclusive neste feriadão de páscoa.

Fonte: Site do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso do Sul

Texto: Emilin Grings Silva

Cães e gatos podem conviver bem no mesmo espaço. Saiba o que fazer!

Reza a lenda que eles são inimigos desde que o mundo é mundo. Podem conviver, mas a relação não será tranquila. Na casa da Luciana Stein e do Vanderli Ramires, tutores do D’Artagnan (gato) e dos shih-tzus Penélope e Anakin, a situação é outra. Os três se dão tão bem que até dormem juntos. 

D’Artagnan, Luciana e Vanderli foram personagens da editoria Meu pet e eu em nosso Instagram no mês de fevereiro.

Segundo Luciana, o felino e os cães também brincam. Além disso, quando D’Artagnan teve um problema de saúde, os “irmãos” ficaram um tanto preocupados. “Penélope e Anakim não saiam da volta do gato. Chegaram até a chorar”, conta a tutora.

Tudo isso, de acordo com ela, só foi possível graças às dicas da Médica Veterinária Rafaela Soppelsa, Clínica Veterinária Espaço Animal. “Adotamos o D’Artagnan e antes de levá-lo para casa, consultamos na clínica. Quem nos atendeu foi a Rafaela. Ela nos orientou tão bem sobre o que fazer em função dos cães que, em apenas três horas, eles já estavam dormindo juntos”, afirma Luciana.

D’Artagnan e os shih-tzus Penélope e Anakin

Embora haja muitas formas de harmonizar as relações entre cães e gatos, há as que não acontecem tão rapidamente como a que ocorreu com a família Stein Ramires. No entanto, conforme a Veterinária Rafaela, há maneiras de fomentar um convívio tranquilo. Para isso, os tutores precisam ter calma e paciência.

Confira as dicas abaixo:

  • Não forçar uma adaptação rápida, dar tempo para eles se conhecerem e quererem se entrosar sozinhos;
  • Colocar o animal novo da casa em um ambiente separado para primeiro ele se adaptar com a casa e se sentir seguro, pra depois ir conhecer os outros bichos;
  • Deixar todos os pertences do animal novo no mesmo ambiente e aos poucos ir adaptando ele nos locais em que o bicho realmente quer;
  • Para os gatos, propiciar que acessem locais altos para se refugiarem caso se sintam ameaçados ou com medo. Já para os cães, oferecer locais fechados caso se sinta da mesma maneira;
  • Promover que o ambiente esteja o mais tranquilo possível;
  • Ter calma e paciência. A adaptação, na maioria das vezes, não é imediata. Tudo depende do temperamento dos animais da casa. Bichos castrados tendem a ter uma adaptação mais tranquila sem querer dominar território.

Em caso de dúvidas, procure ajuda de um veterinário. As consultas na Clínica Espaço Animal podem ser agendadas por meio dos telefones (51) 3473 5650 ou pelo WhatsApp (51) 99744 2355.

Doenças renais afetam 60% dos pets idosos

Estamos em março, mês que alerta para o cuidado com doenças renais em pets. É o março amarelo. Essas doenças são comuns em todas as faixas etárias. Porém, os idosos são mais suscetíveis a desenvolverem problema nos rins.

Quando completam 7 anos de idade, cães e gatos são considerados idosos. Nesta fase da vida do animal, é comum aparecerem diversas enfermidades, entre elas as doenças renais que acometem, em graus diversos, até 60% da população felina e canina. Ao se tornarem crônicos, os problemas nefrológicos não têm cura. Por isso, o diagnóstico precoce é o melhor caminho para que a qualidade de vida seja mantida.

Conheça as doenças renais caninas e felinas

Os problemas renais impedem que os rins realizem as funcionalidades fisiológicas esperadas como: evitar a perda excessiva de água, manter o equilíbrio eletrolítico, excretar compostos nitrogenados que resultam do metabolismo. Assim, o cão ou o gato tendem a apresentar sinais que vão da desidratação ao acúmulo de água. Além disso, no sangue haverá mais ureia e creatinina, substâncias que deveriam ter sido eliminadas na urina. Também há o câncer renal que pode afetar cães e gatos.

Saiba mais sobre o câncer nos rins em pets

Infecções, inflamações, presença de parasitas, traumas, intoxicações, doenças autoimunes, congênitas ou hereditárias, entre outras, são consideradas causas para as doenças renais. Há casos em que a perda da função é temporária e a doença renal é classificada como aguda. Exemplo, disfunção nefrológica motivada pela leptospirose. Ao ser diagnosticada e tratada precocemente, a chance de cura é maior. No entanto, dependendo do tempo e extensão da lesão renal aguda, pode haver maior comprometimento do órgão de maneira permanente, o que ocasiona uma enfermidade crônica.

Sinais clínicos:

Você pode suspeitar que seu pet está com algum problema no rim quando ele apresentar os seguintes sintomas:

  • Aumento da ingestão de água;
  • Alteração no volume diário de urina (para mais ou para menos);
  • Vômito;
  • Diarreia;
  • Diminuição do apetite e posterior emagrecimento;
  • Hálito forte;
  • Cansaço e fraqueza.

Esses sintomas, porém, podem aparecer também em outras doenças. Por isso, a consulta com um veterinário para exames de check-ups pelo menos duas vezes ao ano facilita o diagnóstico. Enfermidades renais sem tratamento, podem desencadear problemas cardíacos, no sistema digestivo, neurológico, hematopoiético (redução da produção de células vermelhas do sangue), além de alterações esqueléticas.

Raças mais afetadas pelas doenças renais

Todos os cães e gatos correm risco de apresentar doenças renais, mas algumas raças têm mais chances de ter o problema:

Em cães:

  • Beagle
  • Bull Terrier
  • Chow Chow
  • Cocker
  • Dachshund
  • Lhasa Apso
  • Maltês
  • Pastor Alemão
  • Pinscher
  • Poodle
  • Shar Pei
  • Shih Tzu
  • Schnauzer

Em gatos:

  • Abissínio
  • Azul Russo
  • Maine Coon
  • Persa
  • Siamês

Diagnóstico e tratamento

Coleta de exames de sangue, de urina e até exames de imagem são as principais maneiras de saber ou não se o pet está com uma doença renal. Quando crônica, não é possível a cura, todavia, é possível desacelerar a progressão com aplicação de soro, controle dos níveis de cálcio, fósforo, sódio, potássio, além de medicamentos e de dieta específica.

Prevenir sempre é a melhor opção

Da mesma forma que ocorre com os humanos, hábitos saudáveis são a principal maneira para a prevenção de grande parte das doenças que são comuns em cães e gatos. É esperado que animais idosos apresentem diminuição das funções renais, mas se o bicho se manter saudável durante toda a vida, é possível que isso ocorra de maneira mais lenta.

Veja o que pode ser feito:

  • Deixe sempre água limpa e fresca à disposição do animal;
  • Incentive exercícios físicos e brinque com ele sempre que possível;
  • Faça o controle de pulgas e carrapatos;
  • Mantenha a carteira de vacinação do pet em dia;
  • Ofereça dieta rica e balanceada, com rações super premium específicas para a idade e o porte do animal;
  • Leve-o a visitas regulares ao veterinário;

Dica para tutores de felinos:

Na natureza, os gatos se alimentam de caça, um alimento naturalmente mais úmido. Já em casa, a administração de rações secas aliada a uma baixa ingestão hídrica, típica dos felinos, acaba sobrecarregando ainda mais os rins. Por isso, alternativas como fontes de água podem ajudar gatos tomarem mais água.

Nefrologista na Clínica Espaço Animal

A Clínica Veterinária Espaço Animal conta com uma especialista em nefrologia entre seus profissionais. É a médica veterinária Bruna Valle. Para agendar consultas, basta entrar em contato pelos telefones (51) 3473 5650, (51) 997442355 (WhatsApp).

Fonte: Petz

Descubra qual é a raça de felinos que tem mais chance de desenvolver câncer renal

Na organização de cores mensais, este mês é conhecido como março vermelho, pois dia 12/3 é o Dia do Rim. No universo pet, a cor muda: é o amarelo, mas o alerta é o mesmo: o cuidado com as doenças renais. Entre elas, está o câncer que é mais comum em gatos siameses. Porém, felinos sem raça definida ou de outras linhagens e cães também podem ser acometidos pela doença.


Quando as neoplasias aparecem, nome técnico para o câncer, normalmente são malignas. Nos gatos, não há relatos de pesquisas científicas que as correlacionam com positivados de retroviroses como FIV e FeLV. Além disso, a castração tanto em cachorros quanto nos felinos não influencia na manifestação ou não da doença.


Os sintomas podem variar conforme o local em que câncer está localizado no órgão, sua dimensão, evolução e ocorrência de metástases. De maneira geral, os animais podem apresentar: apatia, anorexia, emagrecimento progressivo, êmese (ação de vomitar), eliminação excessiva de urina, sede exacerbada, desidratação, presença de sangue nas fezes, mucosas pálidas e congestionadas e dor abdominal.

Tratamento e prevenção


Ao detectar a associação desses sinais, é recomendado que o tutor procure um veterinário que irá solicitar uma série de exames para confirmar ou descartar o diagnóstico. O tratamento depende do grau da enfermidade. Quando não há metástase ou neoplasias primárias em outros órgãos, preconiza-se cirurgia de remoção do rim, em caso de comprometimento unilateral, terapias com uso de medicamentos orais e intravenosos, além da radioterapia.


Infelizmente não há prevenção para o câncer renal já que sua ocorrência tem relação com a genética de cada animal. O mais indicado é o acompanhamento constante do pet com visitas periódicas a clínicas veterinárias para que possa haver um possível diagnóstico. Lembrando sempre que a detecção precoce diminui a chances de casos graves, como em qualquer tipo de câncer


A Clínica Veterinária Espaço Animal conta com uma especialista em nefrologia em seu corpo clínico. É a médica veterinária Bruna Valle. Para agendar consultas, basta entrar em contato pelos telefones (51) 3473 5650, (51) 99744 2355 (WhatsApp).

Fonte: Petlove