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Prevenção de doenças e custo-benefício para o tutor: por que a castração é tão importante?

Rafaela Soppelsa

Quem não tem intenção de tirar crias do seu pet deve castrá-lo ainda filhote, ou seja, antes de completar um ano. É o que recomenda a médica veterinária Rafaela Soppelsa, que atua na Clínica Veterinária Espaço Animal.

Segundo ela, no caso das fêmeas, tanto gatas quanto cadelas, a idade adequada é entre o primeiro e o segundo cio. “Alguns estudos indicam a castração antes mesmo do primeiro cio, pensando na maior prevenção para tumores de mama. Outros preconizam após o primeiro cio para evitar outros tumores que aumentam incidência se castradas antes do primeiro cio, além de algumas doenças que afetam o sistema endócrino”, pondera. Apesar das diferentes visões, Rafaela indica que o ideal é avaliar cada caso com o auxílio de um veterinário.

No caso dos machos, também de ambas as espécies, a veterinária aconselha que a castração ocorra aos seis meses de idade, o que evita níveis altos de testosterona. A alteração hormonal afeta o temperamento do bicho favorecendo a marcação de território – com o cão levantando a perna para urinar – brigas, tumores testiculares e hiperplasia prostática (aumento do órgão). O gato não levanta a perna, mas o cheiro de sua urina é mais forte se não é castrado.


Recuperação pós operatória


Ambas espécies e sexos costumam ser liberadas no mesmo dia. A cirurgia é realizada em um turno e o pet é liberado no outro. O maior cuidado que o tutor deve ter é enquanto os pacientes estiverem com os pontos (com exceção do gato macho em que não são externos), pois o risco é de ruptura se houver exercício intenso. “É fundamental que o animal fique em repouso por 10 dias (até retirar os pontos) e que utilize roupinha cirúrgica ou colar elisabetano para não arrancá-los até sua cicatrização”, explica a médica veterinária.

Há medicações que são prescritas para casa visando ao controle da dor, além de anti-inflamatórios e antibióticos quando necessário. De acordo com Rafaela, é sempre realizado um exame de sangue prévio (conforme idade e estado geral do paciente). “Se necessário, outros exames são feitos de forma a priorizar a saúde do animal tornando o procedimento o mais seguro possível”, destaca.


Por que castrar? Qual é o custo-benefício?


Um pet que não sofre influências hormonais será um animal mais tranquilo e caseiro. Haverá menos atritos com humanos e outros bichos. Sendo assim, ele não irá fugir, brigar, contrair doenças, gerando, futuramente, maior qualidade e expectativa de vida. Sem falar nos custos para os tutores que são menores visto que enfermidades que poderão acometê-lo estarão sendo prevenidas.

Para exemplificar, Rafaela cita casos que são evitados com a castração: “um paciente que contrai uma doença sexualmente transmissível precisa ser tratado, às vezes, sendo necessário tratamento quimioterápico. Gatos que se contagiam com FIV/FeLV por brigas ou lambeduras, terão que conviver com a doença a vida toda. Animais envenenados ou atropelados precisam de atendimento de emergência e, em alguns casos, necessita de cirurgia emergencial”, enumera. Além disso, muitos desses tratamentos não impedem o óbito.

Outros problemas podem ocorrer com as fêmeas. “Elas podem não conseguir parir e necessitar de cesariana de emergência. Ainda há os tumores de mama que são altamente metastáticos com grande chance de serem fatais”, destaca Rafaela. Outro fato que pode onerar no bolso dos tutores é que cães e gatos não castrados vivem fugindo e se metendo em brigas, necessitando acompanhamento veterinário constante.

Abaixo listamos mais benefícios da castração:

Castração de fêmeas (gatas e cadelas):
– Prevenção de câncer de mama (muito comum);
– Prevenção de alterações uterinas/ovarianas (muito comum);
– Prevenção de hiperplasia mamária (aumento de volume) nas gatas;
– Evita gravidez indesejada;
– Prevenção das doenças FIV e FeLV (gatas);
– Prevenção de pseudociese (falsa gestação);
– Prevenção de fugas/brigas com cães no caso das cadelas, o que evita atropelamentos e envenenamentos;
– Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
– Prevenção de doenças do sistema endócrino;
– Correção de hérnias umbilicais;
– Auxilia na higiene do ambiente em que vive: não precisa usar fraldas a cada 6 meses ou manter a paciente separada até passar o sangramento.
– Prevenção da piômetra.

Castração de machos (cães e gatos)
– Castrando cedo, o cão não levanta a perna para urinar o que diminui a marcação de território;
– Diminuição o odor da urina dos gatos;
– Diminuição do territorialismo (briga entre machos na casa);
– Diminuição de fuga, prevenindo brigas, atropelamentos e envenenamentos;
– Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
– Prevenção das doenças FIV/FeLV (gatos);
– Prevenção de tumor de testículo;
– Prevenção de hiperplasia prostática (aumento do volume do órgão);
– Diagnóstico e tratamento de criptorquidismo;
– Prevenção de lesões traumáticas devido ao coito.


Agende o procedimento

A Clínica Veterinária Espaço Animal oferece castração de cães e gatos. O procedimento, inclusive, faz parte de um pacote de fidelização que oferece desconto para quem adquirir também o protocolo vacinal. Para saber mais, entre em contato conosco pelos telefones: (51) 3473 5650 ou (51) 99744 2355 (WhatsApp).

Quem é Denise Costa, a fundadora da ONG Amigos do Floppy?

No mês de novembro, a Clínica Veterinária Espaço Animal firmou parceria com a Organização Não-Governamental (ONG) Amigos do Floppy. Localizada em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, a instituição cuida de quase 370 animais há 10 anos. A iniciativa de fundar o local foi de Denise Costa que, desde criança, é apaixonada por bichos.

Denise no sítio da ONG

O amor que ela sente transborda no seu jeito de ser e agir e nós, da clínica, ficamos curiosos para saber a origem de todo esse encantamento. Além disso, queremos divulgar o trabalho realizado em nossos canais de comunicação para que mais gente se sensibilize a ajudar o espaço. Para isso, fizemos uma entrevista com a Denise. Confira abaixo:

Clínica Veterinária Espaço Animal (CVEA) | Nome completo?
Denise Costa (DC) | Denise Oliveira Costa.

CVEA | Idade?
DC | 41 anos.

CVEA | Como surgiu a iniciativa de fundar a ONG?
DC | A iniciativa surgiu ao ver tantos animais sofrendo na rua, sendo invisíveis para toda a sociedade. Isso sempre me incomodou muito desde criança.

CVEA | De onde vem a paixão por animais?
DC | A paixão por animais, em especial por cães, começou ainda na infância quando via algum bicho doente e queria levar para casa. Sempre sonhei em ter um abrigo de animais para salvá-los.

CVEA | Quantos animais há na ONG atualmente?
DC | Hoje temos, mais ou menos, 350 cães, 11 gatos, três cavalos, dois porcos e um pônei. Ao todo, 367.

CVEA | De que forma os animais chegam à ONG?
DC | Eles chegam através de ligações, pedidos de socorro e também muitos são resgatados das estradas em que passo e os encontro jogados em estado deplorável, à beira da morte. Não recolhemos animais saudáveis e que têm dono. Nosso trabalho é com animais que precisam de socorro imediato e que não possuem tutores.

Muitos animais são resgatados na beira da estrada

CVEA | Há muitas adoções ao longo do ano?
DC | Temos muitas sim, mas poderia haver mais se as pessoas não fossem tão exigentes com a aparência do bicho, seu tamanho e cor. A maioria quer pequeno, peludinho e não querem animais pretos. Então, se torna mais difícil a adoção. No entanto, há também muitos adotantes maravilhosos que enchem nossos corações de esperança por um mundo melhor para os nossos resgatados. Temos feiras de adoção duas vezes ao mês no pátio do Macromix Atacado, em Sapucaia.

CVEA | Quais são os pré-requisitos para adotar?
DC | Para adotar precisa ter mais de 18 anos, casa própria, pátio bem fechado, tela em janelas – se for apartamento, além de ter condições para dar uma vida digna e muito amor até que a morte separe o tutor do bicho. Cada adotante assina um termo se comprometendo a isso.

CVEA | A ONG conta com uma equipe de quantas pessoas para cuidar dos animais?
DC | Aqui no sítio somos cinco pessoas. Nas feiras de adoção e pedágios há mais gente que atua voluntariamente.

CVEA | Qual é a origem do nome Amigos do Floppy?
DC: Floppy foi meu primeiro cãozinho. Ele faleceu com 12 anos e esteve comigo em muitos resgates.

Ela dedica a vida aos bichos

CVEA | De onde vem os recursos para manter a ONG?
DC | Os recursos vêm do brechó, das minhas costuras, do pedágio, da casa de passagem paga (hotel para quem quiser deixar seu pet conosco) e de doações de pessoas amigas.

CVEA | De que forma as pessoas podem ajudar?
DC | As doações em dinheiro podem ser feitas através do Pix: 94965560000 (CPF), mas aceitamos outros tipos de doações como: potes, baldes, panelas velhas para servir de prato, casinhas novas ou usadas, materiais de limpeza, materiais de construção, jornais, tapetes, cobertas e papelão. Além disso, aceitamos tampinhas plásticas e latinhas que vendemos para comprar ração. Para o brechó, as pessoas podem dar eletrodomésticos, tapetes, toalhas, roupa de cama, quadros, artigos para cozinha, bijuterias, roupas e calçados femininos, masculinos e infantis. Claro, tudo precisa estar em ótimo estado para que possa ser vendido.

CVEA | Quem tiver dúvidas pode entrar em contato com a ONG de que forma?
DC | A forma mais rápida de falar comigo é por meio do WhatsApp: (51) 991415116. Não divulgamos o endereço do sítio para não que não haja abandonos nos arredores. Mas, quando a pessoa entra em contato pelo Whats, passamos a localização.

Acima o antes e o depois de um dos animais resgatados

CVEA | Por que dedicar sua vida aos animais?
DC | A minha vida se completa com eles por isso que dedico minha vida a eles. Quero muito que o trabalho que realizo tenha continuidade, entretanto, ainda não sei quem assumiria meu lugar .

Outros canais de comunicação da ONG:

Saiba mais sobre o nosso pacote de fidelização

Que tal realizar procedimentos que vão prevenir que uma série de doenças acometam o seu pet? Essa é a proposta do pacote de fidelização da Clínica Veterinária Espaço Animal. Quem adquire o esquema completo de vacinas iniciais para cães (clique aqui para saber o que contempla esse esquema) ganha 20% de desconto no pagamento. Realizado o protocolo de vacinas, o tutor que desejar realizar a castração do seu bichinho também terá 20% de abatimento no valor da castração. 

No caso dos gatos, a pessoa que fizer pela primeira vez a quíntupla felina (clique aqui para conhecer essa vacina) também terá 20% de desconto no teste FIV e FeLV. Assim como com os cachorros, com todas as imunizações feitas em nossa clínica, há redução de 20% no preço da castração.

Para o médico veterinário, Hermes Raupp, a realização de toda a assistência de saúde do pet no mesmo local facilita se houver alguma doença mais grave. “Independentemente que não seja o mesmo veterinário que venha a atender, a clínica tem todo o cadastro do que o pet fez desde filhote. Todas as informações pertinentes à vida dele estão reunidas. Dessa forma, é possível fazer um acompanhamento mais adequado”, ressalta Hermes que também é proprietário da Clínica Espaço Animal.

Pagamento

A única exigência para compra do pacote de fidelização é de que o pagamento seja antecipado. O valor pode ser pago em cartão de crédito ou débito.

Crueldade contra animais domésticos cresce no Rio Grande do Sul em 2021

Dados da Polícia Civil indicam que ocorrências de maus-tratos contra animais domésticos cresceram 28,72% ano passado em relação a 2020. Ao todo, foram 4.490 ocorrências contra 3.488 casos no ano anterior.

Lembrando que praticar violência contra cães e gatos é crime previsto na lei 14.064/2020. A legislação não é apenas sobre maus-tratos, mas também versa a respeito de abusar e ferir um pet e outros atos (veja abaixo). Esse delito prevê prisão de 2 a 5 anos, multa, e proibição da guarda. Além disso, pode ser aumentada de 1/6 a 1/3 da pena se o bicho morrer. A pessoa que maltrata pode ser presa em flagrante.

Portanto, sempre é importante denunciar, pois em os números citados acima, embora sejam oficiais, podem ser subnotificados porque muitas vezes os crimes não são relatados às autoridades competentes. Se você presenciar qualquer ato de crueldade contra cães ou gatos, faça contato com algum destes canais de denúncia:

– Disque 190 | Brigada Militar;

– Telefone para o 181 | Disque-Denúncia do RS;

– Acesse https://ssp.rs.gov.br/denuncia-digital | Denúncia digital;

– Procure a Delegacia de Polícia mais perto de você.

Mas o que configura um ato de violência contra um animal?

Segundo a Federação Brasileira dos Animais (FBA), as seguintes atitudes caracterizam maus-tratos:

– Abandonar;
– Ferir, mutilar ou envenenar;
– Manter preso permanentemente em correntes;
– Manter em locais pequenos e sem higiene;
– Não abrigar do sol, da chuva e do frio;
– Deixar sem ventilação ou luz solar;
– Não dar comida e água diariamente;
– Negar assistência veterinária ao animal doente ou ferido;
– Obrigar a trabalho excessivo ou superior à sua força;
– Utilizar animais em shows que possam lhe causar pânico ou estresse;
– Capturar animais silvestres;
– Promover violência como rinhas, farra do boi, entre outros.

Abandono

O abando é um dos crimes que mais ocorre entre os meses de dezembro a março. Inclusive, a Campanha Dezembro Verde é uma das iniciativas que visa sensibilizar as pessoas sobre o tema, mas ainda é preciso avançar muito. A prática chega a aumentar 70% no mês natalino, conforme a Associação Rio-Grandense de Proteção aos Animais (Arpa).

Além disso, ONGs protetoras de animais da capital e região metropolitana relatam que é neste período em que menos ocorrem adoções. A pandemia também contribuiu para o aumento.

Diante desse contexto, é fundamental que dialoguemos com nossos amigos, vizinhos e colegas de trabalho a fim de promover a tutoria responsável de cães e gatos. Eles necessitam de cuidado e carinhos e apegam às pessoas as quais convivem.

Confira aqui dicas para viagens com pets e sobre o que fazer se for deixar seu bichinho em casa.

Fontes: Portal G1, reportagem do Jornal do Almoço, site da Federação Brasileira dos Animais, portal GZH.

Saiba quais vacinas o seu pet deve tomar anualmente

Em tempos em que o assunto é a importância das vacinas para os humanos, principalmente no combate à pandemia da Covid-19, vale lembrar que os imunizantes são fundamentais também para proteger cães e gatos de diversas doenças virais e bacterianas.

O protocolo vacinal varia de acordo com a espécie. Ou seja, cachorros tomam vacinas diferentes dos felinos. Além disso, a idade do pet influencia na quantidade de doses. Veja abaixo:

Cães

Filhotes: devem ser aplicadas nos filhotes entre os 45 e 60 dias de vida. Há dois protocolos disponíveis: o básico e o completo. O mais simples contempla a aplicação de três doses do imunizante polivalente que previne contra as seguintes doenças: cinomose; hepatite infecciosa canina; adenovirose tipo 2; parainfluenza canina; parvovirose canina; coronavírus canino; leptospirose, além da antirrábica que deve ser feita quando o pet tiver 4 ou 5 meses. A imunização mais abrangente engloba as vacinas citadas acima mais duas doses contra a giardíase, doença que ataca o sistema digestivo, e outras duas doses contra a traqueobronquite infecciosa canina, conhecida como a tosse dos cães.

Adultos: devem tomar uma dose de cada uma dessas vacinas anualmente. Também há os mesmos dois protocolos disponíveis.

Gatos

Filhotes: a partir dos dois meses de idade, o animal deve tomar pelo menos a quádrupla felina que protege contra as seguintes doenças: a panleucopenia, doença grave que se dissemina rapidamente pela corrente sanguínea sendo letal na maioria dos casos; a rinotraqueíte e calicivirose, que afetam o sistema respiratório; a clamidiose, doença que causa danos oftalmológicos e no sistema reprodutivo. O ideal é que seja aplicada a vacina conhecida como quíntupla que, além de prevenir as enfermidades citadas acima, também atua contra a felv, a leucemia felina que causa linfomas. Também há a antirrábica que deve ser aplicada a partir dos 120 dias de vida.

Adultos: devem tomar uma dose de cada uma dessas vacinas anualmente.

Orientações

Caso você adote um animal e desconheça o histórico de imunização dele, o médico veterinário e proprietário da Clínica Veterinária Espaço Animal, Hermes Raupp, recomenda realizar as vacinas como se o bicho fosse filhote. Outra indicação é guardar bem a carteira de vacinação do seu pet para saber a data de realização da vacina no ano seguinte. Segundo ele, é fundamental que os tutores mantenham o esquema vacinal dos seus pets em dia. “É um investimento que protege de doenças graves que podem ser fatais. Além disso, quando o bicho contrai alguma enfermidade o valor que se gasta com o tratamento sempre é maior do que o custo dos imunizantes”, explica.

Tanto em cachorros quanto em gatos, a imunização só ocorre 21 dias após a última aplicação da vacina. Em ambas espécies, o tutor deve observar se o animal está saudável para receber as doses. É indicado que o pet não esteja apresentando sintomas como tosse ou diarreia e esteja comendo, urinando e defecando normalmente. Além disso, não pode estar utilizando antibióticos ou anti-inflamatórios, pois o uso de medicamentos afeta a resposta imunológica das vacinas.

Todas as vacinas citadas aqui são aplicadas em nossa clínica. Mais informações podem ser obtidas por meio do WhatApp: (51) 99744 2355.

Crédito da imagem: Portal Vets

Vídeo: Conheça o fenômeno comum no verão que pode ser fatal para o seu pet

Estamos na estação mais quente do ano e com ela há dias em que parece que será impossível suportar o calor. Os pets também sofrem no verão e é preciso muito cuidado para não submetê-los a atividades em que as temperaturas estão muito elevadas. Aspecto que pode levar a um fenômeno chamado intermação que, dependendo do caso, pode até ser fatal.

Para explicar o que fazer se o seu cão ou gato tiverem intermação, conversamos com médico veterinário e proprietário da Clínica Espaço Animal, Hermes Raupp. Confira no vídeo abaixo:

Clínica Espaço Animal firma parceria com ONG Amigos do Floppy

O que era um desejo antigo se tornou realidade neste mês de dezembro na Clínica Veterinária Espaço Animal. Foi firmada a parceria com a ONG Amigos do Floppy, entidade de Sapucaia do Sul (RS) que cuida de aproximadamente 300 animais resgatados.

O médico veterinário e proprietário da Clínica Espaço Animal, Hermes Raupp visitou o espaço e pode presenciar o trabalho sério e engajado em benefício do bem-estar animal que a instituição realiza e decidiu contribuir com a ONG. “Mensalmente realizaremos duas castrações, duas consultas e doaremos dois sacos de ração, ação que ocorre em conjunto com a marca PremieRpet, marca de ração que temos parceria e que gentilmente abraçou a causa conosco”, explica.

Além disso, estamos com uma campanha de doação de ração em nossa clínica. É só depositar um quilo de ração no ponto de coleta que há na recepção. Outra forma de ajudar é adotando um animalzinho. Que tal fazer a sua parte?

Imagem ilustrativa. Crédito: ONG Cão sem fome

Campanha Dezembro Verde visa conscientizar sobre o abandono de animais

As festas de fim de ano e os meses em que a maioria das pessoas entram de férias estão se aproximando. Alegria para os humanos, tristeza para muitos animais, já que nesta época cresce significativamente o índice de abandono de cães e gatos.


Esse ato provoca diversos problemas tanto para o pet quanto para a vida em sociedade. Segundo o médico veterinário Luan Madruga, que atua em nossa clínica, o bichinho sofre física e psicologicamente. “O animal em situação de rua fica vulnerável a doenças infectocontagiosas, corre o risco de acidentes como atropelamento, pode se envolver em brigas, além de favorecer uma reprodução descontrolada que aumenta ainda mais o contingente de bichos vivendo neste contexto”, explica.


O abandono de animais é crime regulamentado pela Lei Federal nº 9.605/98 que recentemente foi alterada com a Lei Federal nº 14.064/20. A nova legislação aumentou a pena de detenção para até cinco anos a quem cometer maus-tratos contra cachorros e gatos. Além disso, há um projeto para a criação da Lei Federal 5.481/20 que tramita no Congresso Nacional estabelecendo em nível nacional a Campanha Dezembro Verde. Há diversos municípios no país em que essa iniciativa já é lei, como em Gramado, na serra gaúcha.


Para o médico veterinário, é dever de todos fazer parte desta campanha. “Podemos fomentar a adoção e realizar a tutela responsável do animal. Saber que a gente tem deveres perante o pet, que ele exige cuidado, atendimento veterinário, alimentação, acomodação e cuidados de higiene”, orienta Luan Madruga. Outra dica é denunciar à polícia pelo 190 sempre que ver um animal sendo abandonado.

Confira o vídeo publicado em nossas redes sociais em que Luan Madruga fala sobre esse assunto.

Cuidados com os pets: dicas para viagens e comemorações de final de ano

O final de ano é o período mais festivo para os humanos. Natal e Ano Novo são sinônimos de confraternização, celebração e expectativa para o novo ano que se avizinha. No entanto, o mesmo não se pode dizer para os pets. Em geral, este é o momento mais estressante para a maioria dos cães e gatos. Por isso, neste texto, nós separamos algumas dicas para que eles passem por estas datas da maneira mais tranquila possível.


Para além das festividades de dezembro, é comum que muitos tutores tirem férias neste momento. E uma das dúvidas mais recorrentes desta época é o que fazer com o pet durante o período de viagens. Segundo os especialistas, o ideal é que os animais sejam levados juntos, desde que seja para um local que ofereça estrutura necessária ou que ele se adapte rápido a novos ambientes. Porém, para que o passeio ocorra sem maiores problemas, é importante se atentar a alguns detalhes:

  • Se a viagem for feita de carro, os cachorros precisam usar cinto de segurança. Ainda, se for uma raça de grande porte, é possível que sejam carregados no porta-malas, desde que exista uma rede de proteção. Já os gatos, por sua vez, precisam estar em uma caixa apropriada;
  • Certifique-se de disponibilizar bastante água durante o trajeto. Em geral, os cachorros sofrem mais com o calor;
  • Além de água, também tenha certeza de que há ração suficiente para os bichinhos;
  • Faça paradas a cada duas ou três horas para verificar se está tudo bem;
  • Certifique-se de que a carteira de vacinação está atualizada e de levar os remédios periódicos (se houverem) e aqueles para emergências;
  • Por fim, confira onde está localizada a clínica veterinária mais próxima da sua hospedagem antes mesmo de embarcar.

Cuidados com a queima dos fogos de artifício

Outro ponto extremamente delicado para os pets são os fogos de artifício. O barulho dos estouros pode ser extremamente prejudicial para eles, provocando, em alguns casos, tremores, taquicardia, choros e latidos. Ainda, em casos extremos, convulsões, paradas cardiorrespiratórias e morte.

Para deixar o momento o menos traumático possível, algumas medidas podem ser tomadas. Por exemplo, deixe-os em uma sala fechada e isolada, que seja silenciosa. Evite janelas abertas porque, em muitos casos, os pets conseguem fugir dos ambientes devido ao estresse envolvido.

Alguns veterinários sugerem que se use algodão nos ouvidos para abafar ainda mais os sons. Neste caso, entretanto, é importante que o tutor tenha certeza de que o animal irá lidar bem com os tampões. Se não, não se deve utilizar o recurso.

Viagem sem os pets

Infelizmente, porém, nem sempre é possível levar os bichinhos nas viagens. Para não deixá-los sozinhos, converse com algum amigo que possa cuidar do seu pet neste período. É importante que seja uma pessoa de quem o animal goste e com quem este já esteja acostumado. Deixe brinquedos que possam distraí-lo e peças de roupa, por exemplo, que tenham seu cheiro para que eles não se sintam tão solitários.

Para finalizar, também há a possibilidade de deixá-lo hospedado em algum lugar especializado, que possa oferecer atenção integral ao pet. Na Clínica Espaço Animal, nós oferecemos este serviço. Para saber mais, clique aqui.

Nosso espaço dispõe de todos os cuidados para você viajar despreocupado

Pulgas e carrapatos: saiba como proteger seus pets

Pulgas e carrapatos são assuntos já bastante corriqueiros para quem tem animais de estimação em casa. Porém, com o aumento das temperaturas, a atenção precisa ser redobrada para a manutenção da saúde dos pets.

Hermes Raupp, médico veterinário da Clínica Espaço Animal, explica que estes parasitas se proliferam em maior quantidade no verão. “Quanto mais quente, mais acelerado é o ciclo de vida. Em estações quentes, pode ser de 21 dias”, afirma.

Desta forma, é importante que os donos tomem algumas medidas para evitar sua multiplicação pelo ambiente. Para ajudar a exemplificar, o veterinário listou alguns procedimentos que são essenciais no cuidado. São eles:

  • Se houver tapetes, passar o aspirador de pó e expor ao sol durante 1h;
  • Aspirar bem o piso, tapetes e carpetes, despejar a poeira no vaso sanitário ou queimar o saco. É importante aspirar o ambiente para capturar o maior número de ovos e pupas que não são atingidos pela maioria dos produtos químicos;
  • Refazer a vedação do assoalho e dos rodapés, locais onde a pulga pode fazer ninho;
  • Lavar o ambiente infestado com inseticida para matar as larvas e os adultos;
  • Utilizar um produto antipulgas com período residual de pelo menos um mês;
  • Todo material que entrar em contato com o animal, como mantas, paninhos e almofadas, deve ser lavado, fervido ou substituído.

Ainda, se for constatado que uma casa está infestada por estes insetos, deve-se “dedetizar a casa e simultaneamente usar um produto antipulgas no animal, com período residual de pelo menos um mês”, conforme explica o médico veterinário.

Embora os carrapatos sejam mais comuns em cachorros, é importante atentar-se também aos gatos, que podem ser vítimas destes parasitas. Já as pulgas, por sua vez, atacam igualmente ambas as espécies.

DOENÇAS

Segundo Hermes, são as pulgas e os carrapatos os transmissores de nematódeos (conhecidos como o “verme do coração”), de rickéttsias, de bactérias e de vírus, além de ocasionarem anemia e serem hospedeiros intermediários de verminoses. Também, conforme o profissional, a ação irritante da saliva do inseto pode causar uma reação alérgica na pele do animal.

Os riscos, porém, não se resumem apenas aos pets. Hermes Raupp alerta que, em caso de superinfestação, os parasitas podem atacar, inclusive, os humanos.