Raiva: a doença que pode contagiar humanos e animais

Neste dia 28 de setembro é o Dia Mundial de Combate à Raiva. Para marcar a data, compartilhamos um conteúdo produzido pelo Blog do Pet Anjo sobre a doença. Confira!

A doença da raiva é extremamente perigosa e infecciosa. Ela é causada por um vírus que compromete o sistema Nervoso Central (SNC), e pode atingir todas as espécies de mamíferos, incluindo os seres humanos.

Além disso, a doença possui a letalidade de aproximadamente 100%. É uma zoonose, ou seja, passa dos animais ao homem e vice-versa.

O que causa a raiva?

A raiva é uma doença infecciosa grave causada por um vírus do gênero Lyssavirus, da família Rabhdoviridae. Portanto, trata-se de uma enfermidade viral.

Após a transmissão do vírus, ele ficará inativo por um período de tempo, que varia de acordo com a espécie e como é transmitido.

Formas de transmissão da raiva: seres humanos

Em 95% dos casos humanos ocorre por mordedura de cachorros infectados. Ou seja, a saliva contaminada com o vírus que é introduzida no corpo da pessoa. A raiva também pode ser transmitida se houver contato direto da saliva do animal com os olhos, mucosas ou feridas, bem como lambeduras ou arranhões de animais doentes.

Outra maneira de contaminação aos humanos é a arranhadura por unha de gato. Uma vez que ele tem o hábito de se lamber, e suas unhas podem estar infectadas com o vírus.

Formas de transmissão da raiva: cães e gatos

Os principais transmissores para os cães e gatos são os animais silvestres, como morcegos, gambás e macacos, que contaminam cachorros, gatos e humanos de forma acidental.

Com isso, o contágio ocorre por meio da troca de secreções, contato sanguíneo ou mordida. E, o vírus se multiplica e atinge o sistema nervoso, alcançando, em seguida, outros órgãos e glândulas salivares, onde se replica, e, em poucos dias, o animal vai a óbito.

Sintomas da raiva canina

Em sua fase inicial, os animais apresentam mudanças de comportamento, escondem-se em locais escuros ou mostram uma agitação inusitada.

Após 1 a 3 dias, ficam acentuados os sintomas de excitação. O cão se torna agressivo, com tendência a morder objetos, outros animais, e inclusive o seu tutor, e morde-se a si mesmo. Muitas vezes provocando graves ferimentos.

A salivação torna-se abundante, uma vez que o animal é incapaz de deglutir sua saliva, em virtude da paralisia dos músculos da deglutição. Além disso há alteração do seu latido, que se torna rouco ou bitonal, em virtude da paralisia parcial das cordas vocais.

Os cães infectados pelo vírus rábico têm propensão de abandonar suas casas e percorrer grandes distâncias, durante a qual podem atacar outros animais, disseminando, desta maneira, a raiva.

Sintomas de raiva em gatos

Na maioria das vezes a sintomatologia é semelhante à raiva canina. Por isso, uma das primeiras mudanças é no comportamento do gato. Essa alteração comportamento pode acontecer dentro de uma semana ou até meses após a exposição ao vírus.

Contudo, quando o vírus se multiplica e se espalha pelo corpo do gato, as mudanças são nítidas, e os primeiros sintomas são: febre, vômitos, salivação e cansaço extremo.

Conforme a doença avança de estágio é possível observar uma agitação extrema, que pode levar a crises convulsivas e até mesmo paralisia.

Medidas de prevenção

A principal e mais eficiente medida preventiva para a doença da raiva é sem dúvidas a vacinação.

Dito isso, é importante que os tutores tenham em mente que a doença da raiva é considerada incurável aos animais, por isso, é essencial a prevenção por meio de vacinação canina e vacinação felina, ambas com sua periodicidade anual.

A vacina antirrábica é muito importante pois imuniza os cães e gatos contra doença. Deste modo, eles não são infectados pela raiva e não disseminam o vírus.

No entanto, existem outros cuidados essenciais que os tutores devem ter com os seus animais de estimação e com si próprio, confira a seguir:

  • Passeios sempre com guia;
  • Não “provocar” cães ou mexer quando está dormindo ou comendo;
  • Não separar brigas com o corpo (opte por água, gritos, sons, jogar pano/roupa).

Fui mordido por um cachorro, e agora?

  • Lave imediatamente o ferimento com água e sabão;
  • Procure com urgência o Serviço de Saúde mais próximo;
  • Nunca interrompa o tratamento preventivo sem ordens médicas.

Contudo, é importante ressaltar que mobilização mundial de combate à raiva estabeleceu o ano de 2030 como meta para o fim das mortes causadas pela doença. No entanto, isso só acontecerá com a periodicidade da vacina sendo totalmente respeitada.

Por que agosto é considerado o mês do cachorro louco?

Muita gente já ouviu que agosto é o mês do cachorro louco. Mas, até onde essa lenda urbana tem sentido? A origem traz à tona um tema muito importante que requer atenção dos tutores: a transmissão da raiva.

Segundo narra a história, este mês é considerado o do cachorro louco pela alta incidência de raiva canina. O motivo são as condições climáticas da época que facilitam às fêmeas entrarem no cio ao mesmo tempo. Assim, os machos, ficam “loucos” e brigam para conquistá-las, ocasionando o contágio do vírus.

O criador e a origem dessa história são desconhecidos. No entanto, médicos veterinários afirmam que o clima de agosto pode influenciar no cio das cadelas. Com o cio sincronizado, o instinto leva os machos a disputarem territórios e a atenção das fêmeas. Com a disputa, ocorre a transmissão da raiva que acontece por meio da mordida ou arranhadura.

Em razão disso, agosto ficou conhecido como o “mês da raiva” e é usado há tempo em campanhas de conscientização da população acerca da doença que pode afetar tanto cães e gatos quanto nós, humanos.

Raiva não possui tratamento

Independentemente da época do ano, todos os tutores devem manter a carteirinha de vacinação de seus pets em dia. A raiva é uma doença grave que não tem cura e é fatal em quase 100% dos casos. A única forma de prevenção é a vacina antirrábica. Ou seja, não há nenhum tratamento para o animal infectado.

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Sobre a raiva

A raiva é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida para o ser humano através de contato com animal infectado.

Os sintomas variam conforme a fase da doença. Em sua maioria, as manifestações clínicas são rápidas desencadeando o óbito em um curto período de tempo. Dentre os sinais mais comuns estão:

  • mudança de comportamento – Agressividade, agitação, desobediência;
  • fotofobia – aversão a luz, o animal se esconde em locais escuros;
  • salivação excessiva – devido a paralisia dos músculos responsáveis pela deglutição;
  • anorexia – animal não come;
  • convulsão generalizada;
  • paralisia;
  • vômitos;
  • cólicas.

Fonte: Petlove e Doghero