Como prevenir o câncer de próstata em pets?

No Novembro Azul, voltamos as nossas atenções ao câncer de próstata, que pode ser encontrado não só em humanos, mas também em animais, especialmente nos cães. Em geral, os fatores que levam à formação do tumor têm relação com genética e idade: raças de porte maior e pets com idade mais avançadas possuem maior incidência.

Os sintomas do câncer de próstata podem ser variados e afetar tanto o sistema urinário, quanto o digestivo. Assim, estão na lista, entre outros: dificuldade para urinar ou defecar, perda de peso, falta de apetite e fezes em formato achatado.

Prevenção é o melhor caminho contra o câncer de próstata

Para estar sempre seguro quanto à saúde do seu animal, é fundamental apostar na prevenção. O primeiro passo é castrar o animal no momento correto. Como já havíamos ressaltado no texto sobre o câncer de mama, o mesmo vale para os machos. O pet castrado tem suas chances de desenvolver o tumor e outros problemas na próstata consideravelmente reduzidas.

Faça a lição de casa: realize exames de rotina

Não tem segredo: exames periódicos bem feitos são o melhor amigo do tutor quanto à saúde do seu bichinho. Eles não evitam a doença, mas, se descobertos prematuramente, tornam o tratamento e a recuperação mais simples. Para quem tem cachorros de grande porte, é bom iniciar os checkups a partir dos cinco anos.

Alimentação saudável e rotina de exercícios ajudam

Outros fatores que sempre aparecem quando falamos sobre saúde de gatos e cães são alimentação e exercício. Com a ajuda de um profissional, busque por uma dieta balanceada e completa com os nutrientes de que o pet precisa. Tenha atenção ao excesso de carboidratos e açúcares. Também, sempre destine um momento do seu dia para passear ou brincar dentro de casa.

Raiva: a doença que pode contagiar humanos e animais

Neste dia 28 de setembro é o Dia Mundial de Combate à Raiva. Para marcar a data, compartilhamos um conteúdo produzido pelo Blog do Pet Anjo sobre a doença. Confira!

A doença da raiva é extremamente perigosa e infecciosa. Ela é causada por um vírus que compromete o sistema Nervoso Central (SNC), e pode atingir todas as espécies de mamíferos, incluindo os seres humanos.

Além disso, a doença possui a letalidade de aproximadamente 100%. É uma zoonose, ou seja, passa dos animais ao homem e vice-versa.

O que causa a raiva?

A raiva é uma doença infecciosa grave causada por um vírus do gênero Lyssavirus, da família Rabhdoviridae. Portanto, trata-se de uma enfermidade viral.

Após a transmissão do vírus, ele ficará inativo por um período de tempo, que varia de acordo com a espécie e como é transmitido.

Formas de transmissão da raiva: seres humanos

Em 95% dos casos humanos ocorre por mordedura de cachorros infectados. Ou seja, a saliva contaminada com o vírus que é introduzida no corpo da pessoa. A raiva também pode ser transmitida se houver contato direto da saliva do animal com os olhos, mucosas ou feridas, bem como lambeduras ou arranhões de animais doentes.

Outra maneira de contaminação aos humanos é a arranhadura por unha de gato. Uma vez que ele tem o hábito de se lamber, e suas unhas podem estar infectadas com o vírus.

Formas de transmissão da raiva: cães e gatos

Os principais transmissores para os cães e gatos são os animais silvestres, como morcegos, gambás e macacos, que contaminam cachorros, gatos e humanos de forma acidental.

Com isso, o contágio ocorre por meio da troca de secreções, contato sanguíneo ou mordida. E, o vírus se multiplica e atinge o sistema nervoso, alcançando, em seguida, outros órgãos e glândulas salivares, onde se replica, e, em poucos dias, o animal vai a óbito.

Sintomas da raiva canina

Em sua fase inicial, os animais apresentam mudanças de comportamento, escondem-se em locais escuros ou mostram uma agitação inusitada.

Após 1 a 3 dias, ficam acentuados os sintomas de excitação. O cão se torna agressivo, com tendência a morder objetos, outros animais, e inclusive o seu tutor, e morde-se a si mesmo. Muitas vezes provocando graves ferimentos.

A salivação torna-se abundante, uma vez que o animal é incapaz de deglutir sua saliva, em virtude da paralisia dos músculos da deglutição. Além disso há alteração do seu latido, que se torna rouco ou bitonal, em virtude da paralisia parcial das cordas vocais.

Os cães infectados pelo vírus rábico têm propensão de abandonar suas casas e percorrer grandes distâncias, durante a qual podem atacar outros animais, disseminando, desta maneira, a raiva.

Sintomas de raiva em gatos

Na maioria das vezes a sintomatologia é semelhante à raiva canina. Por isso, uma das primeiras mudanças é no comportamento do gato. Essa alteração comportamento pode acontecer dentro de uma semana ou até meses após a exposição ao vírus.

Contudo, quando o vírus se multiplica e se espalha pelo corpo do gato, as mudanças são nítidas, e os primeiros sintomas são: febre, vômitos, salivação e cansaço extremo.

Conforme a doença avança de estágio é possível observar uma agitação extrema, que pode levar a crises convulsivas e até mesmo paralisia.

Medidas de prevenção

A principal e mais eficiente medida preventiva para a doença da raiva é sem dúvidas a vacinação.

Dito isso, é importante que os tutores tenham em mente que a doença da raiva é considerada incurável aos animais, por isso, é essencial a prevenção por meio de vacinação canina e vacinação felina, ambas com sua periodicidade anual.

A vacina antirrábica é muito importante pois imuniza os cães e gatos contra doença. Deste modo, eles não são infectados pela raiva e não disseminam o vírus.

No entanto, existem outros cuidados essenciais que os tutores devem ter com os seus animais de estimação e com si próprio, confira a seguir:

  • Passeios sempre com guia;
  • Não “provocar” cães ou mexer quando está dormindo ou comendo;
  • Não separar brigas com o corpo (opte por água, gritos, sons, jogar pano/roupa).

Fui mordido por um cachorro, e agora?

  • Lave imediatamente o ferimento com água e sabão;
  • Procure com urgência o Serviço de Saúde mais próximo;
  • Nunca interrompa o tratamento preventivo sem ordens médicas.

Contudo, é importante ressaltar que mobilização mundial de combate à raiva estabeleceu o ano de 2030 como meta para o fim das mortes causadas pela doença. No entanto, isso só acontecerá com a periodicidade da vacina sendo totalmente respeitada.

Conheça as doenças cardiovasculares que afetam os pets

Setembro é o mês de prevenção às doenças cardiovasculares. Pensando nisso, pedimos para a Médica Veterinária e Especialista em Cardiologia, Eloisa Pino, preparar um conteúdo sobre essas enfermidades. Confira abaixo!

A Doença Valvar Crônica, Doença Degenerativa de Valva Mitral ou Endocardiose de Mitral é a doença cardíaca mais comum no cão. É um problema degenerativo que acomete frequentemente cães de pequeno porte de meia idade a idosos. As raças mais acometidas são Poodle, Yorkshire Terrier, Pinscher, Chihuahua, Dachshund, Cavalier King Charles, entre outros. Às vezes, o paciente pode não apresentar sinal clínico e ser auscultado sopro em uma visita ao veterinário. Porém, alguns pacientes podem apresentar sinais clínicos leves como cansaço fácil, tosse seca e alta (parecendo um engasgo) e até mais graves como desmaios, língua azulada a roxa, dificuldade de respirar.

Existem outras doenças cardíacas como Cardiomiopatia Dilatada (cães de médio a grande porte), Cardiomiopatia Arritmogênica do Ventrículo Direito (raça Boxer e Dobermann), Cardiomiopatia Hipertrófica (gatos), Cardiopatias Congênitas (filhotes e jovens), entre outras. No entanto, é importante comentar sobre a hipertensão arterial (pressão alta) em cães e gatos como consequência de outras doenças também (hiperadrecorticismo, doença renal crônica, entre outras).

Em filhotes, é imprescindível a ausculta cardiopulmonar durante as primeiras consultas e protocolo vacinal, pois algumas doenças congênitas podem ser diagnosticadas precocemente através do sopro e encaminhamento para avaliação cardiológica.

As doenças respiratórias e outras doenças sistêmicas devem ser acompanhadas com cautela, pois podem levar a alterações cardíacas também com a cronicidade da doença, como hipertensão arterial pulmonar e arritmias.

O sistema cardiocirculatório é muito importante para uma vida saudável, sendo responsável pelo bom funcionamento dos outros órgãos do corpo. Consultas e exames são indispensáveis para um diagnóstico precoce e melhor tratamento para quem precisa.

Agosto verde claro: mês de prevenção à Leishmaniose

A Leishmaniose é uma infecção parasitária que pode ser transmitida para seres humanos. Embora não dê sinais no início, a doença tende a se agravar podendo levar o paciente a óbito.

O que é e o que causa a leishmaniose canina?

Causada por um protozoário do tipo leoshmania, uma vez presente no organismo hospedeiro, há aumento da quantidade do agente e ele começa a atacar as células fagocitárias chamadas de macrófagos. Essas células integram o sistema imunológico auxiliando na proteção de agentes estranhos Se não for tratada, a doença pode atingir órgãos como o fígado e a medula óssea.

Há dois tipos de leishmaniose: a cutânea e a visceral. Nos cães, a mais comum é a visceral, pois o pet não é o hospedeiro preferencial da doença que acomete a pele.

Como ocorre a transmissão da leishmaniose canina?

O contágio da Leishmaniose canina não ocorre por meio de mordidas, saliva, entre outros, como muitas pessoas pensam. A transmissão se dá por meio da picada da fêmea do mosquito Lutzmyiia longipalpis. Para ocorrer a infecção, o mosquito precisa ter ingerido a amastigota da leishmania, que torna-se promastigota no intestino do mosquito (vetor). Quando pica um novo indivíduo, o mosquito disseminará a forma infectante da Leishmania, provocando a doença.

Sintomas

No início, nem todos os cães com Leishmaniose terão algum sinal. Estima-se que 60% dos contaminados são assintomáticos. Isso porque a doença pode ficar incubada entre de 3 meses a 6 anos. Ao longo da progressão, a Leishmaniose visceral pode atingir diferentes órgãos.

Assim, os sintomas variam conforme o órgão atingido. Mas os sinais iniciais comumente apresentados são:

  • Emagrecimento;
  • Lesões na pele (especialmente na face e nas orelhas);
  • Crescimento exacerbado das unhas;
  • Perda de apetite,
  • Febre

Diante de qualquer sintoma desses, é importante levar seu pet ao veterinário o quanto antes já que, conforme avança, a doença compromete e imunidade do cachorro e seus órgãos, podendo resultar na morte do animal.

Identificação da doença

É fundamental levar seu bicho ao veterinário porque a doença é diagnosticada somente com exame de sangue de sorologia, reação de imunofluorescência indireta (RIFI) e PCR.

Outras maneiras de checar ao diagnóstico é o imprint de feridas, ou seja, uma citologia por decalque no qual colhe-se fragmento do órgão ou nódulo a ser examinado a fim de tentar localizar o parasita.

A entrevista com o tutor, assim como a avaliação clínica do paciente, também são muito importantes para ajudar o profissional a solicitar os exames adequados com precisão.

Há cura para a Leishmaniose?

Até pouco tempo, o diagnóstico de Leishmaniose era uma das piores notícias que um tutor poderia receber. Isso porque não havendo cura para a zoonose, a recomendação era que todos os pets confirmados com a doença fossem sacrificados.

A respeito disso, é interessante destacar que até havia remédios para a doença. No entanto, uma determinação de 1953 proibia o uso desses medicamentos em cães. A justificativa é que esses fármacos poderiam tornar o protozoário da Leishmania mais resistente, dificultando o tratamento em seres humanos.

A partir de 2018, graças a um medicamento de uso exclusivo nos pets, a Leishmaniose deixou de ser uma doença sem cura. O nome do remédio é Milteforan (miltefosina).

Ainda assim, é importante que o pet seja acompanhado de perto por um veterinário durante toda sua vida, já que o tratamento de Leishmaniose canina não elimina completamente a doença. Porém, impede a progressão da doença e diminui a carga do parasita, fazendo com que o cachorro deixe de ser um transmissor.

Doenças renais afetam 60% dos pets idosos

Estamos em março, mês que alerta para o cuidado com doenças renais em pets. É o março amarelo. Essas doenças são comuns em todas as faixas etárias. Porém, os idosos são mais suscetíveis a desenvolverem problema nos rins.

Quando completam 7 anos de idade, cães e gatos são considerados idosos. Nesta fase da vida do animal, é comum aparecerem diversas enfermidades, entre elas as doenças renais que acometem, em graus diversos, até 60% da população felina e canina. Ao se tornarem crônicos, os problemas nefrológicos não têm cura. Por isso, o diagnóstico precoce é o melhor caminho para que a qualidade de vida seja mantida.

Conheça as doenças renais caninas e felinas

Os problemas renais impedem que os rins realizem as funcionalidades fisiológicas esperadas como: evitar a perda excessiva de água, manter o equilíbrio eletrolítico, excretar compostos nitrogenados que resultam do metabolismo. Assim, o cão ou o gato tendem a apresentar sinais que vão da desidratação ao acúmulo de água. Além disso, no sangue haverá mais ureia e creatinina, substâncias que deveriam ter sido eliminadas na urina. Também há o câncer renal que pode afetar cães e gatos.

Saiba mais sobre o câncer nos rins em pets

Infecções, inflamações, presença de parasitas, traumas, intoxicações, doenças autoimunes, congênitas ou hereditárias, entre outras, são consideradas causas para as doenças renais. Há casos em que a perda da função é temporária e a doença renal é classificada como aguda. Exemplo, disfunção nefrológica motivada pela leptospirose. Ao ser diagnosticada e tratada precocemente, a chance de cura é maior. No entanto, dependendo do tempo e extensão da lesão renal aguda, pode haver maior comprometimento do órgão de maneira permanente, o que ocasiona uma enfermidade crônica.

Sinais clínicos:

Você pode suspeitar que seu pet está com algum problema no rim quando ele apresentar os seguintes sintomas:

  • Aumento da ingestão de água;
  • Alteração no volume diário de urina (para mais ou para menos);
  • Vômito;
  • Diarreia;
  • Diminuição do apetite e posterior emagrecimento;
  • Hálito forte;
  • Cansaço e fraqueza.

Esses sintomas, porém, podem aparecer também em outras doenças. Por isso, a consulta com um veterinário para exames de check-ups pelo menos duas vezes ao ano facilita o diagnóstico. Enfermidades renais sem tratamento, podem desencadear problemas cardíacos, no sistema digestivo, neurológico, hematopoiético (redução da produção de células vermelhas do sangue), além de alterações esqueléticas.

Raças mais afetadas pelas doenças renais

Todos os cães e gatos correm risco de apresentar doenças renais, mas algumas raças têm mais chances de ter o problema:

Em cães:

  • Beagle
  • Bull Terrier
  • Chow Chow
  • Cocker
  • Dachshund
  • Lhasa Apso
  • Maltês
  • Pastor Alemão
  • Pinscher
  • Poodle
  • Shar Pei
  • Shih Tzu
  • Schnauzer

Em gatos:

  • Abissínio
  • Azul Russo
  • Maine Coon
  • Persa
  • Siamês

Diagnóstico e tratamento

Coleta de exames de sangue, de urina e até exames de imagem são as principais maneiras de saber ou não se o pet está com uma doença renal. Quando crônica, não é possível a cura, todavia, é possível desacelerar a progressão com aplicação de soro, controle dos níveis de cálcio, fósforo, sódio, potássio, além de medicamentos e de dieta específica.

Prevenir sempre é a melhor opção

Da mesma forma que ocorre com os humanos, hábitos saudáveis são a principal maneira para a prevenção de grande parte das doenças que são comuns em cães e gatos. É esperado que animais idosos apresentem diminuição das funções renais, mas se o bicho se manter saudável durante toda a vida, é possível que isso ocorra de maneira mais lenta.

Veja o que pode ser feito:

  • Deixe sempre água limpa e fresca à disposição do animal;
  • Incentive exercícios físicos e brinque com ele sempre que possível;
  • Faça o controle de pulgas e carrapatos;
  • Mantenha a carteira de vacinação do pet em dia;
  • Ofereça dieta rica e balanceada, com rações super premium específicas para a idade e o porte do animal;
  • Leve-o a visitas regulares ao veterinário;

Dica para tutores de felinos:

Na natureza, os gatos se alimentam de caça, um alimento naturalmente mais úmido. Já em casa, a administração de rações secas aliada a uma baixa ingestão hídrica, típica dos felinos, acaba sobrecarregando ainda mais os rins. Por isso, alternativas como fontes de água podem ajudar gatos tomarem mais água.

Nefrologista na Clínica Espaço Animal

A Clínica Veterinária Espaço Animal conta com uma especialista em nefrologia entre seus profissionais. É a médica veterinária Bruna Valle. Para agendar consultas, basta entrar em contato pelos telefones (51) 3473 5650, (51) 997442355 (WhatsApp).

Fonte: Petz

Prevenção de doenças e custo-benefício para o tutor: por que a castração é tão importante?

Rafaela Soppelsa

Quem não tem intenção de tirar crias do seu pet deve castrá-lo ainda filhote, ou seja, antes de completar um ano. É o que recomenda a médica veterinária Rafaela Soppelsa, que atua na Clínica Veterinária Espaço Animal.

Segundo ela, no caso das fêmeas, tanto gatas quanto cadelas, a idade adequada é entre o primeiro e o segundo cio. “Alguns estudos indicam a castração antes mesmo do primeiro cio, pensando na maior prevenção para tumores de mama. Outros preconizam após o primeiro cio para evitar outros tumores que aumentam incidência se castradas antes do primeiro cio, além de algumas doenças que afetam o sistema endócrino”, pondera. Apesar das diferentes visões, Rafaela indica que o ideal é avaliar cada caso com o auxílio de um veterinário.

No caso dos machos, também de ambas as espécies, a veterinária aconselha que a castração ocorra aos seis meses de idade, o que evita níveis altos de testosterona. A alteração hormonal afeta o temperamento do bicho favorecendo a marcação de território – com o cão levantando a perna para urinar – brigas, tumores testiculares e hiperplasia prostática (aumento do órgão). O gato não levanta a perna, mas o cheiro de sua urina é mais forte se não é castrado.


Recuperação pós operatória


Ambas espécies e sexos costumam ser liberadas no mesmo dia. A cirurgia é realizada em um turno e o pet é liberado no outro. O maior cuidado que o tutor deve ter é enquanto os pacientes estiverem com os pontos (com exceção do gato macho em que não são externos), pois o risco é de ruptura se houver exercício intenso. “É fundamental que o animal fique em repouso por 10 dias (até retirar os pontos) e que utilize roupinha cirúrgica ou colar elisabetano para não arrancá-los até sua cicatrização”, explica a médica veterinária.

Há medicações que são prescritas para casa visando ao controle da dor, além de anti-inflamatórios e antibióticos quando necessário. De acordo com Rafaela, é sempre realizado um exame de sangue prévio (conforme idade e estado geral do paciente). “Se necessário, outros exames são feitos de forma a priorizar a saúde do animal tornando o procedimento o mais seguro possível”, destaca.


Por que castrar? Qual é o custo-benefício?


Um pet que não sofre influências hormonais será um animal mais tranquilo e caseiro. Haverá menos atritos com humanos e outros bichos. Sendo assim, ele não irá fugir, brigar, contrair doenças, gerando, futuramente, maior qualidade e expectativa de vida. Sem falar nos custos para os tutores que são menores visto que enfermidades que poderão acometê-lo estarão sendo prevenidas.

Para exemplificar, Rafaela cita casos que são evitados com a castração: “um paciente que contrai uma doença sexualmente transmissível precisa ser tratado, às vezes, sendo necessário tratamento quimioterápico. Gatos que se contagiam com FIV/FeLV por brigas ou lambeduras, terão que conviver com a doença a vida toda. Animais envenenados ou atropelados precisam de atendimento de emergência e, em alguns casos, necessita de cirurgia emergencial”, enumera. Além disso, muitos desses tratamentos não impedem o óbito.

Outros problemas podem ocorrer com as fêmeas. “Elas podem não conseguir parir e necessitar de cesariana de emergência. Ainda há os tumores de mama que são altamente metastáticos com grande chance de serem fatais”, destaca Rafaela. Outro fato que pode onerar no bolso dos tutores é que cães e gatos não castrados vivem fugindo e se metendo em brigas, necessitando acompanhamento veterinário constante.

Abaixo listamos mais benefícios da castração:

Castração de fêmeas (gatas e cadelas):
– Prevenção de câncer de mama (muito comum);
– Prevenção de alterações uterinas/ovarianas (muito comum);
– Prevenção de hiperplasia mamária (aumento de volume) nas gatas;
– Evita gravidez indesejada;
– Prevenção das doenças FIV e FeLV (gatas);
– Prevenção de pseudociese (falsa gestação);
– Prevenção de fugas/brigas com cães no caso das cadelas, o que evita atropelamentos e envenenamentos;
– Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
– Prevenção de doenças do sistema endócrino;
– Correção de hérnias umbilicais;
– Auxilia na higiene do ambiente em que vive: não precisa usar fraldas a cada 6 meses ou manter a paciente separada até passar o sangramento.
– Prevenção da piômetra.

Castração de machos (cães e gatos)
– Castrando cedo, o cão não levanta a perna para urinar o que diminui a marcação de território;
– Diminuição o odor da urina dos gatos;
– Diminuição do territorialismo (briga entre machos na casa);
– Diminuição de fuga, prevenindo brigas, atropelamentos e envenenamentos;
– Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
– Prevenção das doenças FIV/FeLV (gatos);
– Prevenção de tumor de testículo;
– Prevenção de hiperplasia prostática (aumento do volume do órgão);
– Diagnóstico e tratamento de criptorquidismo;
– Prevenção de lesões traumáticas devido ao coito.


Agende o procedimento

A Clínica Veterinária Espaço Animal oferece castração de cães e gatos. O procedimento, inclusive, faz parte de um pacote de fidelização que oferece desconto para quem adquirir também o protocolo vacinal. Para saber mais, entre em contato conosco pelos telefones: (51) 3473 5650 ou (51) 99744 2355 (WhatsApp).