Hipotermia pode levar cães e gatos à morte

Recentemente publicamos um texto aqui no site sobre os cuidados que você deve tomar com o seu pet nos dias mais frios. Vamos seguir no mesmo tema, mas falando de hiportemia, condição que pode acometer cães e gatos durante o inverno e podendo até levá-los a óbito. Confira a sequência de perguntas que foram respondidas pela Médica Veterinária da Clínica Veterinária Espaço Animal, Rafaela Soppelsa:

1. O que é hipotermia?

A temperatura média do corpo dos pets varia de 37ºC a 39ºC. Abaixo disso, já é um estado hipotérmico. É preciso agir rápido para não reduzir mais.]

2. O que fazer?

Aquecer o animal, mantê-lo protegido de chuva, umidade e serração. Procurar atendimento clínico se não apresentar melhora.

3. Quais são os sintomas?

Tremores, corpo frio, extremidades frias, prostração, postura encolhida, atitude de busca em por um local quente.

4. A hipotermia pode levar à morte?

Sim.

5. Por quê?

A hipotermia reduz o fluxo sanguíneo. Assim o coração começa a bater mais devagar. O sangue sai das extremidades e se concentra nos órgãos vitais. A pressão baixa, o que desencadeia lesão nos órgãos alvo até que eles entrem em falência.

Plantão 24 horas

A Clínica Veterinária Espaço Animal oferece atendimento 24 horas por dia, nos 7 dias da semana. Diante de dúvidas, contate (51) 3473 5650 ou (51) 99744 2355 (WhatsApp).

Saiba como aquecer seu pet em dias frios

mbora em 2022 já tenhamos experimentado um pouco do inverno ainda no outono, a estação mais fria do ano começou oficialmente hoje, 21/6. Ele chegou e com isso os dias gelados tendem a ser mais frequentes. Nossos pets também sentem frio e por isso, devemos tomar alguns cuidados para mantê-los aquecidos principalmente nos dias em que as temperaturas estão mais baixas.

A sensação térmica de cães e gatos depende da pelagem do bicho, seu porte e o local em que vivem. Pets com pelagem curta tendem a ser mais sensíveis. Segundo a Médica Veterinária da Clínica Espaço Animal, Rafaela Soppelsa, animais de pelo curto necessitam de um cuidado maior, pois eles não possuem um equilíbrio térmico que pets de pelagem longa possuem já que o pelo serve de isolante térmico. Bichos de porte pequeno também são mais sensíveis.

Além disso, Rafaela explica sobre o local em que o pet habita. “Animais que vivem em ambientes fechados, como apartamentos, dentro de casa, são mais sensíveis. Então, temos que ter um cuidado ainda maior para esses casos, utilizando cobertores, caminhas, roupinhas e até mesmo ambiente climatizado em alguns casos. É diferente de pets que ficam na rua que são mais resistentes”, explica.

De qualquer forma, a médica veterinária orienta que os tutores mantenham o bicho abrigado, longe de correntes de ar e protegidos da chuva. Outra dica é em relação aos passeios em dias gelados. A orientação de Rafaela é que sejam realizados em horários com sol e/ou quando a temperatura esteja mais alta.

Sobre as roupas, o tutor deve ficar atento à pelagem do bicho. “As roupas são recomendadas para animais com pelo curto. Em animais de pelo longo devem ser evitadas porque podem causar embaraçamento”, afirma Rafaela.

Confira o vídeo que produzimos sobre o assunto:

Obesidade animal: aprenda a prevenir, identificar e combater

Petiscos em excesso e falta de exercícios, que resulta em sedentarismo, estão entre as principais causas da obesidade animal. O problema, que infelizmente é bastante comum entre gatos e cachorros, pode se tornar um vilão perigoso se não tratado corretamente.

Conforme explica o médico veterinário Hermes Raupp, da Clínica Espaço Animal, a obesidade nos pets pode desencadear uma série de complicações: “problemas locomotores, elevação do perfil lipídico, sedentarismo, doenças endócrinas e dermatites por não conseguir se higienizar” são algumas delas.

Porém, para a prevenção, apenas passear diariamente não basta. É necessário também que se tenha uma alimentação diária correta. Especialmente no caso dos gatos, que, muitas vezes são mais caseiros que os cachorros, o dono precisa estar atento ao ambiente da casa. “Deve ser feita a gatificação do ambiente. No caso, um enriquecimento ambiental, colocando nichos, arranhadores e brinquedos”, explica.

O diagnóstico pode ser feito de maneiras diferentes. Embora alerte que o ideal seja uma avaliação do escore corporal com um médico veterinário, Hermes explica que há alguns procedimentos e observações que o próprio tutor pode fazer. Um deles é apalpar as costelas do animal: o correto é que haja apenas uma fina camada de gordura sobre elas. Outra possibilidade é observar a sua cintura, uma vez que aqueles que estão acima do peso não as possuem.

Identificada a obesidade, é hora do tutor agir. É necessário que, a partir do acompanhamento médico, defina-se uma dieta balanceada para os pets. Ainda, na consulta com o profissional, será possível investigar se a condição acima do peso não se deve a alguma doença.

Dicas e cuidados com a alimentação dos animais

Boa parte da constituição de uma vida mais saudável para os animais tem a ver com a sua alimentação diária. No entanto, são muitas as dúvidas que a maioria dos tutores têm na hora de alimentar seus bichinhos: tipo de ração, quantidade e uso de comidas caseiras são algumas das questões mais levantadas. Para resolvê-las, conversamos com Hermes Raupp, médico veterinário da Clínica Espaço Animal.

O mais indicado é que os animais comam ração?
O ideal é uma alimentação balanceada. Nas rações de qualidade, administradas na quantidade correta, encontramos o necessário, assim como nas dietas caseiras balanceadas por um nutricionista veterinário.

A comida humana deve ser implementada na dieta?
Não se deve administrar comida caseira, já que não vai estar administrando dieta balanceada. Algumas alimentações podem ser tóxicas ou gerar problemas digestivos.

Cães e gatos podem comer frutas e verduras?
Com algumas restrições, podem. Não se deve dar frutas cítricas, como laranja, abacaxi, bergamota, uva, morango e kiwi, ou gordurosas, como abacate. O mesmo vale para cebola e alho. Lembrando que servem apenas como petiscos e não alimento balanceado.

Como escolher a melhor ração?
Importante seguir orientações do seu veterinário. As rações são classificadas em econômica, premium, premium especial e super premium. As rações super premium, de modo geral, são balanceadas e de boa qualidade, desde que administrada na quantia correta de acordo com porte e idade do paciente. Independe da raça do animal. Também existem alguns fabricantes que produzem rações para raças em especifico.

Sobre as faixas etárias, qual ração administrar?
A alimentação deve ser controlada. Cada animal precisa comer o necessário para ele, tanto de acordo com a ração quanto quantidade. O correto é separar os pacientes para se alimentar individualmente e, após comerem, retirar os potes para não haver riscos de sobrecarga alimentar com a alimentação inadequada.

O ideal é mesclar ração seca com ração úmida?
A ração seca e úmida possuem o mesmo valor nutricional, o que muda é a quantidade de água. Não há necessidade de mesclá-las. Mas os gatos necessitam de uma suplementação com ração úmida maior que cães pois ingerem menos água.

Alguns animais lambem prato de tutor. Isso é prejudicial?
Sim, pois além de estarem ingerindo temperos inadequados e que podem ser tóxicos para eles, ocorre transmissão de bactérias do humano para o animal e do animal para o humano.

O que uma alimentação desequilibrada pode desencadear?
Gastroenterites alimentares, obesidade, caquexia, deficiência ou excesso de vitaminas, distúrbios ósseos, desequilíbrio lipídico, alterações hormonais, alterações na pelagem, odor e consistência das fezes e alterações no trato urinário.

Mito ou verdade: existe anorexia em gatos?
Verdade. Gatos desenvolvem uma alteração hepática devido ao metabolismo ser distinto dos cães e humanos, quando não se alimentam por mais de 3 dias, tornando-se uma patologia grave.

Em que faixa etária que animais comem mais?
Filhotes, pois estão em desenvolvimento e alto gasto de energia.

Consumo de chocolate pode ser levar cães e gatos à morte

Estamos às vésperas da Páscoa, período em que os humanos costumam aumentar o consumo de chocolates. Apesar de ser uma delícia para o nosso paladar, o doce não é recomendado para os nossos cachorros e felinos. Se ingerido, pode causar muitas alterações no organismo, ocasionando problemas de saúde que podem ser leves ou até mais sérios.

O motivo é uma substância chamada teobromina, presente no chocolate. Os animais têm pouca capacidade de processá-la. Por isso, se torna tóxica ao organismo deles.

Exemplificando

A dosagem de teobromina que intoxicar um cão está entre 100 e 150 mg/kg. Chocolates ao leite normalmente têm 154 mg/100g da substância. No caso do meio-amargo, chega a 528 mg para as mesmas 100 gramas.

Isso porque quanto maior a concentração de cacau no produto, mais teobromina ele tem. Porém, as versões ao leite e branco também trazem riscos.

Crédito: Site Itupeva agora

Consequências do consumo

Ao comer chocolate, o pet pode ter taquicardia, aumento da pressão arterial e maior eliminação de urina. A micção em excesso resulta em desidratação. Além disso, o bicho pode apresentar agitação e tremores. A gravidade do quadro dependerá da quantidade de chocolate que o cachorro ou o gato consumiu, da sua idade e também do estado geral de sua saúde.

É muito raro que o quadro possa levar à morte, mas pode acontecer. Além disso, é a grande incidência de que ocorram distúrbios gastrointestinais principalmente em animais de pequeno porte e nos mais jovens, devido à quantidade ingerida em relação ao peso. Obesidade e diabetes também podem decorrer do consumo de chocolate.

Ingestão acidental deve ser tratada como emergência

Deixar o alimento em local de fácil acesso pode ser facilitar a sua ingestão. Ao notar que o fato ocorreu, o tutor deve levar seu cão ou gato imediatamente a uma emergência para que o médico veterinário faça uma avaliação clínica e preste os primeiros socorros.

Prevenção

É preciso dificultar o acesso dos pets a chocolates, especialmente neste período de páscoa em que ovos, bombons e outros produtos que contêm chocolate podem ficar mais expostos. Além disso, é muito importante que toda a família esteja empenhada em guardar este tipo de alimento assim que comer e, principalmente, não oferecê-lo aos bichos.

Plantão 24 horas

Em caso de ingestão de chocolate, a Clínica Espaço Animal dispõe de veterinários de plantão 24 horas por dia, inclusive neste feriadão de páscoa.

Fonte: Site do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso do Sul

Texto: Emilin Grings Silva

Uso de anticoncepcional aumenta o risco de piometra em gatas

Há pouco tempo, publicamos aqui em nosso site sobre a piometra em cadelas. As felinas têm menos predisposição para desenvolver a doença, mas podem ser acometidas e a infecção é tão grave quanto nas cachorras. Neste texto, vamos descobrir o porquê de terem menos riscos e também sobre como identificar sintomas, fazer o tratamento e a prevenção.

Tipos de piometra:

Conforme já explicamos no conteúdo sobre a piometra canina, essa doença é causada por alterações hormonais que têm como consequência uma infecção no útero. Assim como nas cachorras, ela pode ser aberta ou fechada:


Piometra aberta: é considerada aberta quando o colo do útero está aberto. Nesse caso, pode haver secreção de líquidos na vagina. Normalmente, é uma condição mais leve.

Piometra fechada: é quando o colo do útero está fechado. Quando ocorre, há um maior acúmulo de líquidos no interior do útero, levando a problemas mais sérios.


Causas

A fim de compreender o que causa a piometra felina, é necessário conhecer o ciclo reprodutivo delas. Ao longo do cio, o corpo da pet passa por diversas alterações para se preparar para uma possível gravidez.
Entre as alterações, está o aumento da progesterona, hormônio que prepara o útero para receber os filhotinhos. Entre as atividades promovidas pela substância estão:

  • Redução da resposta imunológica e diminuição de possíveis defesas para que não haja um ataque aos fetos;
  • Inibição dos movimentos de contração;
  • Fechamento do colo do útero;
  • Aumento de secreção de líquidos no interior do útero.

Porém, quando a fecundação não ocorre, a progesterona em excesso torna o útero um lugar perfeito para o surgimento de bactérias. A imunidade baixa, muito líquido e o fechamento do colo do útero possibilitam que as bactérias se espalhem pelo organismo de maneira mais fácil. Dessa forma, ocorre a piometra na gatas – quadro que é bastante raro nas bichanas, já que o cio felino é um pouco diferente.


Por que é raro?


O crescimento da produção de progesterona durante o cio da fêmea é comum em diferentes espécies. Entretanto, nas gatas, a ovulação só ocorre após o coito. É apenas depois da relação sexual que o útero se prepara para a gestação. Como a progesterona só vai aumentar com a cruza e a piometra só ocorre quando não há fecundação, é muito raro que a doença acometa a espécie, já que, depois do coito, elas logo engravidam.


Mas, médicos veterinários têm registrado um aumento dessa infecção em gatas nos últimos anos. Segundo pesquisas, isso se dá em decorrência do uso de anticoncepcionais. A medicação desregula os hormônios do organismo da gatinha para impedir a gestação mesmo que ocorram relações sexuais.
Com a desregulagem, ela pode ter aumento de progesterona em seu corpo e, consequentemente, desenvolver as condições propícias para infecção. Assim, estudos mostram que o principal motivo para a piometra em felinas é a utilização de anticoncepcionais.


Principais sintomas


Descobrir que a gata está com piometra é desafio, pois os felinos, tanto machos quanto fêmeas, são muito independentes e evitam mostrar que estão sentindo dores ou incômodos. Além disso, como a enfermidade é relativamente rara, pode ser confundida com outras doenças. Os sintomas da piometra irão depender da característica da doença, ou seja, se é aberta ou fechada:


Aberta
• Secreção vaginal de coloração amarela, avermelhada ou marrom, com cheiro forte e desagradável;
• Apatia;
• Febre;
• Vômitos,
• Diarreia.


Fechada
• Apatia;
• Falta de apetite;
• Febre;
• Vômitos,
• Diarreia.

Sem a secreção em caso de piometra fechada, sua identificação é mais complexa. Por isso, é importante buscar ajuda de um veterinário ao notar qualquer um dos sinais clínicos citados acima. Ambos os quadros são graves e precisam de um atendimento veterinário da forma mais ágil possível.


Diagnóstico e tratamento


Além de analisar sinais clínicos e o histórico da pet, exames podem ser requeridos. Entre eles, ultrassom e de sangue.


O tratamento não é feito com remédio na piometra felina. O processo mais rápido e recomendado é a remoção do útero da gata. Assim, há prevenção também de outras infecções.

Prevenção

A castração é melhor maneira de prevenir a piometra e outras doenças. Para além de impedir uma gestação indesejada, a remoção do útero evita os temidos e perigosos tumores.

Pacote promocional em nossa clínica

Temos um pacote promocional que inclui vacinação e castração. (Clique aqui para conhecer.) Como foi mencionado acima, muitas vezes é difícil identificar a piometra. Portanto, não deixe de recorrer à medicina veterinária periodicamente. Para agendar consultas na Clínica Espaço Animal, basta entrar em contato pelos telefones (51) 3473 5650 ou (51) 997442355 (WhatsApp).

Descubra qual é a raça de felinos que tem mais chance de desenvolver câncer renal

Na organização de cores mensais, este mês é conhecido como março vermelho, pois dia 12/3 é o Dia do Rim. No universo pet, a cor muda: é o amarelo, mas o alerta é o mesmo: o cuidado com as doenças renais. Entre elas, está o câncer que é mais comum em gatos siameses. Porém, felinos sem raça definida ou de outras linhagens e cães também podem ser acometidos pela doença.


Quando as neoplasias aparecem, nome técnico para o câncer, normalmente são malignas. Nos gatos, não há relatos de pesquisas científicas que as correlacionam com positivados de retroviroses como FIV e FeLV. Além disso, a castração tanto em cachorros quanto nos felinos não influencia na manifestação ou não da doença.


Os sintomas podem variar conforme o local em que câncer está localizado no órgão, sua dimensão, evolução e ocorrência de metástases. De maneira geral, os animais podem apresentar: apatia, anorexia, emagrecimento progressivo, êmese (ação de vomitar), eliminação excessiva de urina, sede exacerbada, desidratação, presença de sangue nas fezes, mucosas pálidas e congestionadas e dor abdominal.

Tratamento e prevenção


Ao detectar a associação desses sinais, é recomendado que o tutor procure um veterinário que irá solicitar uma série de exames para confirmar ou descartar o diagnóstico. O tratamento depende do grau da enfermidade. Quando não há metástase ou neoplasias primárias em outros órgãos, preconiza-se cirurgia de remoção do rim, em caso de comprometimento unilateral, terapias com uso de medicamentos orais e intravenosos, além da radioterapia.


Infelizmente não há prevenção para o câncer renal já que sua ocorrência tem relação com a genética de cada animal. O mais indicado é o acompanhamento constante do pet com visitas periódicas a clínicas veterinárias para que possa haver um possível diagnóstico. Lembrando sempre que a detecção precoce diminui a chances de casos graves, como em qualquer tipo de câncer


A Clínica Veterinária Espaço Animal conta com uma especialista em nefrologia em seu corpo clínico. É a médica veterinária Bruna Valle. Para agendar consultas, basta entrar em contato pelos telefones (51) 3473 5650, (51) 99744 2355 (WhatsApp).

Fonte: Petlove

O lugar certo para deixar seu pet neste feriadão de Carnaval

Com o feriadão de Carnaval chegando podem surgir as seguintes perguntas para quem planeja viajar: “Como vou fazer o meu cachorro/gato? Levo junto ou deixo em casa? Quem vai cuidar?” Sabemos que há muitos espaços de hospedagem pet friendly, mas os felinos não costumam gostar de viagens, já os cães costumam se adaptar melhor a novos ambientes.

Mas se você quer evitar possíveis transtornos e garantir que o seu pet seja bem cuidado, nós temos a melhor opção: o serviço de hotelaria da Clínica Veterinária Espaço Animal. Por aqui, seu bichinho é monitorado por veterinários 24 horas por dia. Assim, seu estado geral é avaliado durante todo o período em que estiver conosco. Por precaução, exigimos que o cachorro/gato esteja saudável e com as vacinas, antipulgas e carrapaticida em dia.

Dispomos de uma área específica para hospedagem de animais. A interna é climatizada com leitos para pequeno e grande porte que são higienizados constantemente. Se houver necessidade, há leitos para felinos separados dos cães. Também há um espaço externo isolado para banhos de sol e passeios. Cada hóspede é colocado neste local uma vez por turno.

Para obter mais informações, entre em contato pelo telefone (51) 3473 5650 ou (51) 99744 2355 (WhatsApp).

Prevenção de doenças e custo-benefício para o tutor: por que a castração é tão importante?

Rafaela Soppelsa

Quem não tem intenção de tirar crias do seu pet deve castrá-lo ainda filhote, ou seja, antes de completar um ano. É o que recomenda a médica veterinária Rafaela Soppelsa, que atua na Clínica Veterinária Espaço Animal.

Segundo ela, no caso das fêmeas, tanto gatas quanto cadelas, a idade adequada é entre o primeiro e o segundo cio. “Alguns estudos indicam a castração antes mesmo do primeiro cio, pensando na maior prevenção para tumores de mama. Outros preconizam após o primeiro cio para evitar outros tumores que aumentam incidência se castradas antes do primeiro cio, além de algumas doenças que afetam o sistema endócrino”, pondera. Apesar das diferentes visões, Rafaela indica que o ideal é avaliar cada caso com o auxílio de um veterinário.

No caso dos machos, também de ambas as espécies, a veterinária aconselha que a castração ocorra aos seis meses de idade, o que evita níveis altos de testosterona. A alteração hormonal afeta o temperamento do bicho favorecendo a marcação de território – com o cão levantando a perna para urinar – brigas, tumores testiculares e hiperplasia prostática (aumento do órgão). O gato não levanta a perna, mas o cheiro de sua urina é mais forte se não é castrado.


Recuperação pós operatória


Ambas espécies e sexos costumam ser liberadas no mesmo dia. A cirurgia é realizada em um turno e o pet é liberado no outro. O maior cuidado que o tutor deve ter é enquanto os pacientes estiverem com os pontos (com exceção do gato macho em que não são externos), pois o risco é de ruptura se houver exercício intenso. “É fundamental que o animal fique em repouso por 10 dias (até retirar os pontos) e que utilize roupinha cirúrgica ou colar elisabetano para não arrancá-los até sua cicatrização”, explica a médica veterinária.

Há medicações que são prescritas para casa visando ao controle da dor, além de anti-inflamatórios e antibióticos quando necessário. De acordo com Rafaela, é sempre realizado um exame de sangue prévio (conforme idade e estado geral do paciente). “Se necessário, outros exames são feitos de forma a priorizar a saúde do animal tornando o procedimento o mais seguro possível”, destaca.


Por que castrar? Qual é o custo-benefício?


Um pet que não sofre influências hormonais será um animal mais tranquilo e caseiro. Haverá menos atritos com humanos e outros bichos. Sendo assim, ele não irá fugir, brigar, contrair doenças, gerando, futuramente, maior qualidade e expectativa de vida. Sem falar nos custos para os tutores que são menores visto que enfermidades que poderão acometê-lo estarão sendo prevenidas.

Para exemplificar, Rafaela cita casos que são evitados com a castração: “um paciente que contrai uma doença sexualmente transmissível precisa ser tratado, às vezes, sendo necessário tratamento quimioterápico. Gatos que se contagiam com FIV/FeLV por brigas ou lambeduras, terão que conviver com a doença a vida toda. Animais envenenados ou atropelados precisam de atendimento de emergência e, em alguns casos, necessita de cirurgia emergencial”, enumera. Além disso, muitos desses tratamentos não impedem o óbito.

Outros problemas podem ocorrer com as fêmeas. “Elas podem não conseguir parir e necessitar de cesariana de emergência. Ainda há os tumores de mama que são altamente metastáticos com grande chance de serem fatais”, destaca Rafaela. Outro fato que pode onerar no bolso dos tutores é que cães e gatos não castrados vivem fugindo e se metendo em brigas, necessitando acompanhamento veterinário constante.

Abaixo listamos mais benefícios da castração:

Castração de fêmeas (gatas e cadelas):
– Prevenção de câncer de mama (muito comum);
– Prevenção de alterações uterinas/ovarianas (muito comum);
– Prevenção de hiperplasia mamária (aumento de volume) nas gatas;
– Evita gravidez indesejada;
– Prevenção das doenças FIV e FeLV (gatas);
– Prevenção de pseudociese (falsa gestação);
– Prevenção de fugas/brigas com cães no caso das cadelas, o que evita atropelamentos e envenenamentos;
– Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
– Prevenção de doenças do sistema endócrino;
– Correção de hérnias umbilicais;
– Auxilia na higiene do ambiente em que vive: não precisa usar fraldas a cada 6 meses ou manter a paciente separada até passar o sangramento.
– Prevenção da piômetra.

Castração de machos (cães e gatos)
– Castrando cedo, o cão não levanta a perna para urinar o que diminui a marcação de território;
– Diminuição o odor da urina dos gatos;
– Diminuição do territorialismo (briga entre machos na casa);
– Diminuição de fuga, prevenindo brigas, atropelamentos e envenenamentos;
– Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
– Prevenção das doenças FIV/FeLV (gatos);
– Prevenção de tumor de testículo;
– Prevenção de hiperplasia prostática (aumento do volume do órgão);
– Diagnóstico e tratamento de criptorquidismo;
– Prevenção de lesões traumáticas devido ao coito.


Agende o procedimento

A Clínica Veterinária Espaço Animal oferece castração de cães e gatos. O procedimento, inclusive, faz parte de um pacote de fidelização que oferece desconto para quem adquirir também o protocolo vacinal. Para saber mais, entre em contato conosco pelos telefones: (51) 3473 5650 ou (51) 99744 2355 (WhatsApp).

Quem é Denise Costa, a fundadora da ONG Amigos do Floppy?

No mês de novembro, a Clínica Veterinária Espaço Animal firmou parceria com a Organização Não-Governamental (ONG) Amigos do Floppy. Localizada em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, a instituição cuida de quase 370 animais há 10 anos. A iniciativa de fundar o local foi de Denise Costa que, desde criança, é apaixonada por bichos.

Denise no sítio da ONG

O amor que ela sente transborda no seu jeito de ser e agir e nós, da clínica, ficamos curiosos para saber a origem de todo esse encantamento. Além disso, queremos divulgar o trabalho realizado em nossos canais de comunicação para que mais gente se sensibilize a ajudar o espaço. Para isso, fizemos uma entrevista com a Denise. Confira abaixo:

Clínica Veterinária Espaço Animal (CVEA) | Nome completo?
Denise Costa (DC) | Denise Oliveira Costa.

CVEA | Idade?
DC | 41 anos.

CVEA | Como surgiu a iniciativa de fundar a ONG?
DC | A iniciativa surgiu ao ver tantos animais sofrendo na rua, sendo invisíveis para toda a sociedade. Isso sempre me incomodou muito desde criança.

CVEA | De onde vem a paixão por animais?
DC | A paixão por animais, em especial por cães, começou ainda na infância quando via algum bicho doente e queria levar para casa. Sempre sonhei em ter um abrigo de animais para salvá-los.

CVEA | Quantos animais há na ONG atualmente?
DC | Hoje temos, mais ou menos, 350 cães, 11 gatos, três cavalos, dois porcos e um pônei. Ao todo, 367.

CVEA | De que forma os animais chegam à ONG?
DC | Eles chegam através de ligações, pedidos de socorro e também muitos são resgatados das estradas em que passo e os encontro jogados em estado deplorável, à beira da morte. Não recolhemos animais saudáveis e que têm dono. Nosso trabalho é com animais que precisam de socorro imediato e que não possuem tutores.

Muitos animais são resgatados na beira da estrada

CVEA | Há muitas adoções ao longo do ano?
DC | Temos muitas sim, mas poderia haver mais se as pessoas não fossem tão exigentes com a aparência do bicho, seu tamanho e cor. A maioria quer pequeno, peludinho e não querem animais pretos. Então, se torna mais difícil a adoção. No entanto, há também muitos adotantes maravilhosos que enchem nossos corações de esperança por um mundo melhor para os nossos resgatados. Temos feiras de adoção duas vezes ao mês no pátio do Macromix Atacado, em Sapucaia.

CVEA | Quais são os pré-requisitos para adotar?
DC | Para adotar precisa ter mais de 18 anos, casa própria, pátio bem fechado, tela em janelas – se for apartamento, além de ter condições para dar uma vida digna e muito amor até que a morte separe o tutor do bicho. Cada adotante assina um termo se comprometendo a isso.

CVEA | A ONG conta com uma equipe de quantas pessoas para cuidar dos animais?
DC | Aqui no sítio somos cinco pessoas. Nas feiras de adoção e pedágios há mais gente que atua voluntariamente.

CVEA | Qual é a origem do nome Amigos do Floppy?
DC: Floppy foi meu primeiro cãozinho. Ele faleceu com 12 anos e esteve comigo em muitos resgates.

Ela dedica a vida aos bichos

CVEA | De onde vem os recursos para manter a ONG?
DC | Os recursos vêm do brechó, das minhas costuras, do pedágio, da casa de passagem paga (hotel para quem quiser deixar seu pet conosco) e de doações de pessoas amigas.

CVEA | De que forma as pessoas podem ajudar?
DC | As doações em dinheiro podem ser feitas através do Pix: 94965560000 (CPF), mas aceitamos outros tipos de doações como: potes, baldes, panelas velhas para servir de prato, casinhas novas ou usadas, materiais de limpeza, materiais de construção, jornais, tapetes, cobertas e papelão. Além disso, aceitamos tampinhas plásticas e latinhas que vendemos para comprar ração. Para o brechó, as pessoas podem dar eletrodomésticos, tapetes, toalhas, roupa de cama, quadros, artigos para cozinha, bijuterias, roupas e calçados femininos, masculinos e infantis. Claro, tudo precisa estar em ótimo estado para que possa ser vendido.

CVEA | Quem tiver dúvidas pode entrar em contato com a ONG de que forma?
DC | A forma mais rápida de falar comigo é por meio do WhatsApp: (51) 991415116. Não divulgamos o endereço do sítio para não que não haja abandonos nos arredores. Mas, quando a pessoa entra em contato pelo Whats, passamos a localização.

Acima o antes e o depois de um dos animais resgatados

CVEA | Por que dedicar sua vida aos animais?
DC | A minha vida se completa com eles por isso que dedico minha vida a eles. Quero muito que o trabalho que realizo tenha continuidade, entretanto, ainda não sei quem assumiria meu lugar .

Outros canais de comunicação da ONG: