Para marcar o dia do gato, conheça a história do encontro entre Ana e Pudim 

No último sábado, 17, celebramos o Dia do Gato e para essa data ficar ainda mais especial, decidimos compartilhar com vocês a história do encontro entre a Ana Schimidt e o seu felino, o Pudim. Eles são clientes clientes da Espaço Animal. 

Pudim é um bichano de dois anos muito fofo e que foi resgatado da rua por Ana, em Esteio (RS), na noite chuvosa do dia 8 de agosto de 2022. Curiosamente, esse é o Dia Internacional do Gato. ” Chovia bastante e eu estava tendo um dia péssimo. Perto das 22h, voltando da academia, parei com carro no portão da garagem e, enquanto esperava abrir, ouvi um miadinho. Olhei para os lados e o vi”, recorda Ana.

Ela ainda lembra que o felino estava molhado e sujo próximo ao pneu de um outro carro estacionado. “Desci e ele correu de medo. Guardei o carro e pedi ajuda para o porteiro e uma vizinha. Acho que ele sentiu que receberia bastante amor. Não demorou muito e ele veio até nós.”

Quando foi encontrado, Pudim estava desidratado e desnutrido. Como já tinha outras duas gatas, a ideia de Ana era cuidar do bichano naquela noite e ser lar temporário até encontrar alguém que o adotasse. “Mas eu me apaixonei perdidamente por ele em menos de 24 horas e foi impossível pensar em entregá-lo para outra pessoa.”

E esse sentimento vivenciado já no primeiro encontro entre os dois apenas se intensificou com o passar do tempo. “Sinto amor puro e genuíno. Sinto que precisávamos um do outro naquele dia e sou grata ao destino ter feito a gente se encontrar”, afirma Ana. 

E todo esse carinho e cuidado são recíprocos. Ana sente isso diariamente quando Pudim a espera entrar em casa na porta, além de outras atitudes muito fofas do bichano. “Ao me ver ele deita com a barriga para cima.  Além disso, ele gosta muito de me fazer companhia quando estou estudando. Gosta de estar comigo quando estou me arrumando para sair e divide o travesseiro comigo todas as noites”, compartilha. 

DEPOIMENTO DO TUTOR 

Outra história muito linda entre tutor e pets é a da Sandra Muller Nunes. Ela tem duas cachorras, a Chili e a Kuki, e um gato chamado Einstein. Atualmente, a Kuki está fazendo quimioterapia na Veterinária Espaço Animal e tem sido atendida com muito carinho por todos. 

“Nossa primeira experiência na clínica foi em uma madrugada de junho de 2019, quando nosso gatinho Einstein precisou consultar e foi muito bem atendido. De lá pra cá, foram muitas consultas, exames, vacinas, procedimentos e cirurgias, sempre com muito carinho e comprometimento.”

Conheça cinco benefícios da castração

Desde sempre reforçamos a importância da castração para manter o seu amiguinho saudável, longe de doenças e até com uma relação mais ordeira com o tutor. A lista de benefícios é bem extensa e, para nos ajudar, pedimos para o Médico Veterinário e proprietário da Clínica Espaço Animal, Hermes Raupp, trazer cinco dos mais importantes.

1. Organização financeira

Há prazos e momentos mais adequados para realizar a castração dos bichinhos. O período depende de fatores como o sexo, a espécie e o porte, especialmente no caso dos cachorros. Assim, é possível se organizar desde cedo para conseguir fazer a castração na idade ideal. 

2. Prevenção de tumores mamários

Assim como na mulher, os tumores de mama estão relacionados com os hormônios, tanto na cadela quanto na gata. A regra também vale para os machos em relação a tumores na próstata. Em ambos casos, a castração é a melhor amiga da prevenção.

3. Prevenção de infecções uterinas

São as famosas piometras. Uma vez diagnosticadas, configuram uma cirurgia de emergência, tempo para se organizar, necessidade de ultrassonografia e de exames mais sofisticados para poder submeter esse animal a uma cirurgia. Esta ainda é uma intervenção de risco, uma vez que ele está com uma infecção bastante importante. 

4. Diminuição da agressividade

Acontece principalmente em machos, uma vez que reduz a testosterona, deixando o animal mais calmo. Sem a necessidade de brigar por um espaço no ambiente.

5. Redução da demarcação de território

Essa não é uma coisa 100% garantida, mas uma vez que o animal é castrado, seja cão ou gato, criado dentro de apartamento, a tendência é ele reduzir a demarcação de território. A lógica é semelhante ao item anterior.

Na Clínica Veterinária Espaço Animal, fazemos castração tanto em cães quanto em gatos. Há planos em que o tutor, quando traz um filhotinho, pode fazer um plano de vacinação. E nesse plano também ele terá direito a um desconto na castração.

Como saber o peso ideal de um animal?

Estar no peso ideal é importante para qualquer espécie, uma vez que pode ser um ótimo sinal de que a saúde está em dia. No entanto, nem sempre costuma ser fácil para o tutor a identificação de quando o pet está magro ou com uns quilinhos a mais. Porém, também é importante ressaltar que não há fórmula mágica e que cada raça tem suas próprias especificidades, ou seja, não é possível definir um peso ideal.

O caminho é observar a forma física do animal mesmo. Se as costelas estiverem muito marcadas, é um sinal de magreza. Porém, se, ao tocar a região, não sentir as costelas, também é motivo de preocupação, porque mostra que o animal está acima do peso. Portanto, é importante senti-las desde que não fiquem tão visíveis. Um cuidado importante é não se deixar enganar pela pelagem, gatos mais peludos, por exemplo, parecem mais gordos do que realmente são.

Um instrumento que ajuda muito no controle da forma física é a coleira. Por óbvio, ela ficar apertada com o tempo denota que o pet engordou, assim como uma folga maior indica emagrecimento. O mesmo vale para animais que usam roupa. É uma forma de tornar as variações mais visíveis.

O ideal, porém, é sempre procurar um médico veterinário, que terá o conhecimento e os instrumentos necessários para avaliar se o animal está nas condições adequadas de peso.

Fatores que podem deixar os bichinhos mais gordos

Assim como em humanos, engordar pode ter muita relação com metabolismo. E, à medida que os animais vão envelhecendo, sua capacidade de absorver comida vai diminuindo, bem como ficam mais sedentários. Então, acaba também sendo muito comum os velhinhos serem mais pesados.

A castração também pode ser uma aceleradora do ganho de peso. É bastante normal que, ao serem castrados, eles fiquem mais sedentários também. Uma dica é procurar oferecer rações especiais para animais que fizeram a cirurgia.

Por que gatos ronronam?

Assim como miar, grunhir e gritar, ronronar é mais uma maneira de os gatos vocalizarem o que sentem ou querem. Embora na maioria das vezes se trate de um sinal positivo, também pode indicar alguma dor ou necessidade, como fome. É um mecanismo natural que ocorre desde o nascimento, quando os filhotinhos o utilizam para se comunicar com a mãe.

Como ocorre?

O ronronar é um barulho semelhante ao ronco, mas, em geral, com menor intensidade. Ocorre quando, na respiração do felino, o ar passa pela laringe próximo às cordas vocais, o que emite o som.

O que significa o ronronar de gatos?

Normalmente expressa que o animal está se sentindo seguro, confortável e feliz. É comum vê-lo ronronando ao receber carinho enquanto dorme ou tira um cochilo. Também é bastante frequente quando estão afofando algum espaço, o popular “amassando o pãozinho” – em situações de relaxamento.

Por outro lado, gatos ronronando podem indicar alguma dor ou estresse. Nesse caso, o som emitido funciona como um calmante para eles. Para identificar o real sentido da expressão, cabe ao tutor observar outros aspectos, como a linguagem corporal.

Também pode significar alguma solicitação, como por comida, água ou até mesmo um carinho para os bichanos mais carentes de atenção. Neste caso, o barulho costuma ser mais intenso, parecido com um miado.

Bom para a saúde… dos humanos

Além de agir como um alívio para a tensão ou dor nos gatos, o ronrom também faz bem para a saúde dos humanos. Em 2009, um artigo publicado pelo Journal of Vascular and Interventional Neurology demonstrou uma redução considerável no risco de doenças cardiovasculares em donos de felinos.

Como fazer um gato ronronar?

Em primeiro lugar, é importante o tutor entender que não são todos os gatos que vão emitir esse som. Cada um tem uma personalidade diferente, podendo ser mais carinhoso ou menos sociável, então não se preocupe caso ronronar não seja uma prática recorrente do seu pet. O dever do dono é garantir que esta característica seja pelo perfil do gato e não por alguma situação de estresse constante dentro de casa.

Dito isso, procure entender os locais mais sensíveis a carinho. Em geral, eles gostam de serem acariciados em regiões que não alcançam, como atrás das orelhas, pescoço, em cima da cabeça etc. Um afago leve e gostoso em um momento de tranquilidade costuma ser a receita certa para o ronronar dos gatinhos. 

Espaço Animal sorteia kit de produtos da Premier em comemoração a aniversário

O mês de outubro é muito especial para a Clínica Veterinária Espaço Animal. No próximo dia 16/10, completam-se 23 anos de atuação em Esteio: uma trajetória repleta de motivos para comemorar.

Para celebrar a data, a Espaço Animal vai sortear um kit de produtos Premier. Estarão concorrendo todos os clientes que forem atendidos na clínica entre 2 e 16/10. O sorteio ocorrerá no dia 17/10.

Aproveite essa oportunidade para colocar em dia as consultas do seu pet!

Raiva: a doença que pode contagiar humanos e animais

Neste dia 28 de setembro é o Dia Mundial de Combate à Raiva. Para marcar a data, compartilhamos um conteúdo produzido pelo Blog do Pet Anjo sobre a doença. Confira!

A doença da raiva é extremamente perigosa e infecciosa. Ela é causada por um vírus que compromete o sistema Nervoso Central (SNC), e pode atingir todas as espécies de mamíferos, incluindo os seres humanos.

Além disso, a doença possui a letalidade de aproximadamente 100%. É uma zoonose, ou seja, passa dos animais ao homem e vice-versa.

O que causa a raiva?

A raiva é uma doença infecciosa grave causada por um vírus do gênero Lyssavirus, da família Rabhdoviridae. Portanto, trata-se de uma enfermidade viral.

Após a transmissão do vírus, ele ficará inativo por um período de tempo, que varia de acordo com a espécie e como é transmitido.

Formas de transmissão da raiva: seres humanos

Em 95% dos casos humanos ocorre por mordedura de cachorros infectados. Ou seja, a saliva contaminada com o vírus que é introduzida no corpo da pessoa. A raiva também pode ser transmitida se houver contato direto da saliva do animal com os olhos, mucosas ou feridas, bem como lambeduras ou arranhões de animais doentes.

Outra maneira de contaminação aos humanos é a arranhadura por unha de gato. Uma vez que ele tem o hábito de se lamber, e suas unhas podem estar infectadas com o vírus.

Formas de transmissão da raiva: cães e gatos

Os principais transmissores para os cães e gatos são os animais silvestres, como morcegos, gambás e macacos, que contaminam cachorros, gatos e humanos de forma acidental.

Com isso, o contágio ocorre por meio da troca de secreções, contato sanguíneo ou mordida. E, o vírus se multiplica e atinge o sistema nervoso, alcançando, em seguida, outros órgãos e glândulas salivares, onde se replica, e, em poucos dias, o animal vai a óbito.

Sintomas da raiva canina

Em sua fase inicial, os animais apresentam mudanças de comportamento, escondem-se em locais escuros ou mostram uma agitação inusitada.

Após 1 a 3 dias, ficam acentuados os sintomas de excitação. O cão se torna agressivo, com tendência a morder objetos, outros animais, e inclusive o seu tutor, e morde-se a si mesmo. Muitas vezes provocando graves ferimentos.

A salivação torna-se abundante, uma vez que o animal é incapaz de deglutir sua saliva, em virtude da paralisia dos músculos da deglutição. Além disso há alteração do seu latido, que se torna rouco ou bitonal, em virtude da paralisia parcial das cordas vocais.

Os cães infectados pelo vírus rábico têm propensão de abandonar suas casas e percorrer grandes distâncias, durante a qual podem atacar outros animais, disseminando, desta maneira, a raiva.

Sintomas de raiva em gatos

Na maioria das vezes a sintomatologia é semelhante à raiva canina. Por isso, uma das primeiras mudanças é no comportamento do gato. Essa alteração comportamento pode acontecer dentro de uma semana ou até meses após a exposição ao vírus.

Contudo, quando o vírus se multiplica e se espalha pelo corpo do gato, as mudanças são nítidas, e os primeiros sintomas são: febre, vômitos, salivação e cansaço extremo.

Conforme a doença avança de estágio é possível observar uma agitação extrema, que pode levar a crises convulsivas e até mesmo paralisia.

Medidas de prevenção

A principal e mais eficiente medida preventiva para a doença da raiva é sem dúvidas a vacinação.

Dito isso, é importante que os tutores tenham em mente que a doença da raiva é considerada incurável aos animais, por isso, é essencial a prevenção por meio de vacinação canina e vacinação felina, ambas com sua periodicidade anual.

A vacina antirrábica é muito importante pois imuniza os cães e gatos contra doença. Deste modo, eles não são infectados pela raiva e não disseminam o vírus.

No entanto, existem outros cuidados essenciais que os tutores devem ter com os seus animais de estimação e com si próprio, confira a seguir:

  • Passeios sempre com guia;
  • Não “provocar” cães ou mexer quando está dormindo ou comendo;
  • Não separar brigas com o corpo (opte por água, gritos, sons, jogar pano/roupa).

Fui mordido por um cachorro, e agora?

  • Lave imediatamente o ferimento com água e sabão;
  • Procure com urgência o Serviço de Saúde mais próximo;
  • Nunca interrompa o tratamento preventivo sem ordens médicas.

Contudo, é importante ressaltar que mobilização mundial de combate à raiva estabeleceu o ano de 2030 como meta para o fim das mortes causadas pela doença. No entanto, isso só acontecerá com a periodicidade da vacina sendo totalmente respeitada.

Benefícios que bichos de estimação trazem à saúde

De reduzir estresse até detectar câncer, animais podem ser muito benéficos à saúde, segundo pesquisas. Confira a lista abaixo:

1. Bons companheiros

Eles são graciosos e bons companheiros, mas não apenas isso. Animais de estimação fazem bem à saúde. Prova disso é que, recentemente, o hospital Albert Einstein, em São Paulo, liberou visitas de bichos a pacientes internados, inclusive em unidades semi-intensivas. O motivo da permissão é a humanização do tratamento e a interferência positiva que eles exercem na cura. Várias pesquisas já demonstraram o poder que esses “amigos” têm para melhorar a qualidade de vida.

2. Animal de estimação reduz o estresse

Um estudo feito pela Universidade Estadual de Nova York, nos Estados Unidos, mostrou que os bichos de estimação são ótimas companhias para combater o estresse. O experimento testava os níveis de tensão de pessoas em quatro situações: sozinhas, com seu parceiro, com seu animal e com seu parceiro e o animal. Eles descobriram, então, que a ocasião de maior tranquilidade foi apenas com o pet.

3. Pet diminui a depressão

A tristeza também vai embora com mais facilidade para as pessoas que têm animais. Diversas pesquisas já mostraram que essa convivência reduz a sensação de solidão, a ansiedade e a depressão. Isso porque, quando o humano passa parte do dia com um bicho, ele passa a produzir mais hormônios como a ocitocina, a prolactina e a serotonina, que melhoram o humor.

4. Bicho faz cair o risco de alergias em crianças

Muitas famílias podem escolher não ter um animal em casa para evitar que os filhos desenvolvam alergias. Mas estudos feitos por um pesquisador da Universidade de Wisconsin-Madison mostraram que as chances de uma criança ter esse tipo de problema são 33% menores com um bicho de estimação. Isso porque, com a convivência, os pequenos desenvolvem um sistema imunológico mais forte. Esse efeito, no entanto, não acontece entre adultos que já sofrem de alergias.

5. Animal em casa faz bem para o coração

Além do amor, os cães, gatos e outros pets ajudam de outra forma o coração dos donos. Segundo pesquisas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e do Instituto Nacional de Saúde (NIH), nos Estados Unidos, criar um bicho em casa ajuda a reduzir a pressão sanguínea, o colesterol e o nível de triglicérides. Consequentemente, servem de prevenção contra ataques do coração e outras doenças cardiovasculares.

6. Cachorros ajudam a detectar câncer

Cães podem ser úteis aos donos e médicos na detecção de câncer em diversas regiões do corpo, como pele, bexiga, pulão, mama, ovário e colo. O diagnóstico é feito ao farejarem o local doente e é possível que os cachorros sejam até treinados para fazer esse tipo de descoberta. De acordo com especialistas, a precisão deles pode variar nas faixas de 80% e 90%.

7. Cães podem detectar hipoglicemia

Segundo um estudo conduzido pela Universidade Belfast do Queens, na Irlanda, e pela Universidade de Lincoln, na Inglaterra, diabéticos ou outras pessoas que têm bruscas quedas de níveis de açúcar no sangue podem treinar seus cães para ajudar a evitar crises de hipoglicemia. A pesquisa indica que cachorros seriam capazes de detectar uma redução do índice glicêmico, ao perceber sinais diferentes de comportamento, que o dono pode não perceber, e ao sentir a liberação de feromônios por meio do suor. Ainda não há uma conclusão fechada sobre o tema, mas um método a mais para prevenir o problema seria bem-vindo.

8. Cachorros ajudam no emagrecimento

Passear com o cachorro é bom para ele e para o dono, de acordo com levantamento do Instituto Wellness, no Hospital Northwest Memorial. As caminhadas com o pet são boas para manter e perder peso, e, segundo outro estudo do Instituto Nacional de Saúde (NHI), dos Estados Unidos, os responsáveis pela saída diária são menos propensos à obesidade, se comparados com quem não possui animal de estimação.

9. Gatos reduzem risco de AVC

Um estudo da Universidade de Minnesota afirma que gatos podem ser benéficos para prevenir acidente vascular cerebral, infarto e outras doenças cardiovasculares. O trabalho foi feito por 20 anos com quase 4.500 pessoas e percebeu-se que aqueles que não criaram os bichanos tiveram risco 40% maior de morrer de ataque do coração e 30% maior de perder a vida por uma doença cardiovascular, em relação aos donos de gatos. Esse resultado foi percebido apenas entre pessoas que tinham essa espécie, não incluindo os donos de cães. Apesar de não explicar a causa, os cientistas acreditam que esse poder está no fato de os gatos ajudarem a relaxar e reduzir a ansiedade de seus criadores.

Fonte: Revista Exame

Texto publicado no dia 18/3/2023

Seis dicas para aumentar a expectativa de vida do seu gato

Quem é gateiro, faz de tudo para que o seu felino viva muitos e muitos anos ao seu lado, não é mesmo? Então, prepare o print da tela para copiar essas dicas que podem contribuir para aumentar a expectativa de vida do seu pet, além de garantir bem-estar e saúde a ele, é claro.

1- Vacinação em dia

A vacinação é fundamental tanto para os filhotes quanto para os adultos. Por meio dela, prevenimos uma série de doenças que os bichanos podem ter e que podem levá-los à morte.

Clique aqui para saber mais sobre o calendário vacinal

Quem institui o protocolo de vacinas é o médico veterinário que acompanha o fato. Vale ressaltar que a reaplicação de doses anualmente é muito importante para permanecer com a proteção.

2- Visitas periódicas ao médico veterinário

É essencial fazer exames periódicos.Através desses procedimentos, descobre-se problemas que podem estar acometendo o pet. A detecção de maneira precoce garante tratamento desde o início da doença, o que pode evitar o seu agravamento.

3- Castração

Além de impedir a prenhez indesejada, castrar o seu gato reduz o risco de que ele desenvolva muitas doenças, como tumores, por exemplo.

Clique aqui para saber os benefícios da castração

4- Alimentação adequada

A alimentação é fundamental quando queremos garantir a longevidade de qualquer pet.  As rações da categoria Super Premium são as mais indicadas para essa finalidade, pois possuem ingredientes selecionados, de qualidade, palatáveis, com bom aproveitamento de nutrientes, garantindo a imunidade do gato.

Saiba qual é alimentação adequada para o seu pet

A hidratação também faz parte desse tópico. Gatos não são muito chegados em beber água e esse fato pode trazer problemas no trato urinário deles. No entanto, temos artifícios que podem estimulá-los a ingerir mais líquido como: manter a água sempre fresca; comprar fontes e oferecer alimento úmido, como os sachês.

5- Atividade física regular

Estimular o gato a brincar é importante não só no controle de peso e fortalecimento da musculatura, mas também no aspecto psicológico dele. Os felinos são animais ativos, movidos pelo instinto, curiosos e desbravadores de território. Motivar brincadeiras é uma ótima maneira de manter essas características naturais dos bichanos.

6- Evite as “saidinhas”

O ideal para aumentar a expectativa de vida do seu gato é mantê-lo confinado. Essa medida pode até parecer drástica, mas evita acidentes, maus tratos e o contato com outros gatos que podem transmitir uma série de doenças ao seu.

Publicado por por Emilin Grings Silva no dia 15/2/2023

Como saber se o pet está com calor?

Por Márcia Rambo | Médica Veterinária
Publicado em 11/1/2023

Assim como os humanos, cães e gatos também sentem calor em dias quentes. Enquanto regulamos a temperatura corporal através da transpiração, eles usam a respiração, pois não apresentam glândulas sudoríparas.

Nos dias muito quentes, é necessário proteger os pets do calor excessivo, por meio do fornecimento de água fresca, limpa, em quantidade abundante, ambiente arejado, fornecer espaço adequado com acesso a sombra. Sem problema algum deixá-los com ventilador ou ar condicionado.

É muito importante evitar passeios nos horários de maior incidência solar. Além de redobrar os cuidados com ectoparasitas, uma vez que, nos meses de verão ocorrem mais infestações de pulgas e carrapatos.

Jamais deixe os cães e gatos presos dentro de carros, pois o carro se transforma em uma “estufa”, podendo causar danos irreversíveis à saúde deles. Nem mesmo as janelas entreabertas são capazes de amenizar a situação.

Saiba mais | Intermação: o fenômeno que pode levar seu pet à morte

Cães e gatos apresentam temperatura basal semelhante. Entretanto, o gato, diferente do cachorro, não costuma ficar tão ofegante com o calor, dificultando a identificação de que o bichano está sofrendo com as altas temperaturas. Neles é mais visível observar perda de apetite, excesso de lambedura corporal, na tentativa de aliviar o desconforto causado pela temperatura elevada.

Como os cães e gatos apresentam a temperatura mais alta em relação a dos humanos, e não conseguem transpirar, eles são mais suscetíveis a hipertermia. Numa temperatura ambiente de 25°C, eles já demonstram desconforto. Então podemos sugerir que eles sentem mais calor do que nós.

Algumas raças, como o Bulldog Inglês, no caso dos cães, e o Persa, no caso dos gatos, são mais suscetíveis aos efeitos do calor. Pois eles apresentam o rosto achatado (braquicefálicos) apresentando dificuldade respiratória, ou seja, é mais difícil dispersar o calor.

Já os animais de raças oriundas de região de clima frio, como o Bernese, São Bernardo, Chow Chow, apresentam uma pelagem adaptada para funcionar como isolante térmico, composta por pêlos espessos e com dupla camada.

Basicamente, podemos amenizar os efeitos do calor excessivo nos pets, através de um adequado manejo ambiental e com cuidados de saúde apropriados.

Dicas para amenizar o calor dos pets

Importante manter os animais com acesso à sombra, em ambiente bem ventilado, fresco. Espalhar vários potes de água fresca e limpa, incluir cubos de gelo na água, oferecer “picolé” de sachê, escovar a pelagem dos cães e gatos para a remoção de pelos mortos também ajuda.

Além disso, existem colchonetes térmicos no mercado Pet que deixam a caminha “geladinha” para maior conforto dos nossos amigos.

Sempre cuidar dos horários dos passeios, para evitar aqueles de maior incidência solar, pois o asfalto e calçadas quentes podem causar queimaduras nas patinhas. E nunca esquecer de levar água para os animais beberem durante as caminhadas e brincadeiras ao ar livre.

Respeitar as características de cada espécie e raça, e principalmente manter a saúde dos cachorros e bichanos através de visitas regulares ao veterinário, prevenção de doenças com vacinação anual, feita sempre por Médico veterinário, uso de medicamentos específicos para endo e ectoparasitas.

Tratamento com células-tronco oferece melhor qualidade de vida para os pets

Publicado dia 9/1/2023 por Emilin Grings Silva

Zulu

Zulu tem 8 anos é um dos pacientes atendidos pela Espaço Animal que faz tratamento com células-tronco. O felino possui uma doença renal crônica.

O protocolo começou a ser aplicado no paciente no mês passado. Além dele, a paciente Nina – de 15 anos, e o paciente Tom, de 14, ambos caninos, também estão fazendo uso da técnica inovadora desenvolvida pelo laboratório Biocell que conta com uma Unidade Avançada no Núcleo de Nefrologia, Hemodiálise e Células-tronco, Nefrocell, com sede em Porto Alegre.

É o que relata a Médica Veterinária, Bruna Valle, responsável técnica da Nefrocell, que está aplicando a terapia regenerativa com células-tronco em nossa clínica. Conversamos com ela para tirar algumas dúvidas sobre o tratamento. Confira abaixo:

O que são células-tronco?
As células-tronco são capazes de se transformar em outros tipos celulares com especialidades e funções específicas quando estimuladas. São encontradas em todos os indivíduos, desde a fase embrionária até a fase adulta.

Existem diferentes tipos de células-tronco, dentre elas, células-tronco embrionárias, células-tronco mesenquimais, células-tronco hematopoiéticas, entre outras. Na Nefrocell, utilizamos as células-tronco mesenquimais.

Essas células estão presentes em diversos tecidos do corpo e podem auxiliar no reparo de lesões do tecido no qual estão localizadas, bem como realizar a substituição de células que morrem naturalmente nos tecidos.

De onde são extraídas as células-tronco?
De cães, gatos e equinos. (doadores saudáveis)

Elas servem para tratar quais doenças? É um tratamento promissor?
Sim, muito promissor. O tratamento visa a melhorar a qualidade de vida dos pets com doenças crônicas. As doenças que podem ser tratadas são Ceratoconjuntivite Seca, Dermatite Atópica, Discopatias, Doença Renal Crônica, Feridas, Fraturas. Hipoplasia de Medula Óssea, Osteoartrose, Sequela Neurológica da Cinomose, Tendinopatias e Úlcera de Córnea.

Em quanto tempo de tratamento aparecem os sinais de melhora?
Os sinais tendem a aparecer em média duas semanas após o transplante. Geralmente ocorre aumento de apetite e ganho de peso neste período.

Qual é a periodicidade do tratamento?
Geralmente são de 3 a 4 transplantes, com um intervalo de 21 a 30 dias entre um e outro. Posteriormente há manutenções de 6 a 12 meses. Cada paciente é avaliado individualmente e, de acordo com o diagnóstico de um Médico Veterinário qualificado, poderá ocorrer alterações no protocolo.

Esse tratamento cura doenças?
Não. O objetivo da terapia celular é melhorar a qualidade de vida do paciente com doença crônica e, consequentemente, diminuir os sintomas.

Quantos animais da Clínica Veterinária Espaço Animal você trata com células-tronco?
Temos dois pacientes em tratamento: Zulu, felino de 8 anos, que iniciou seu protocolo no dia 12/12/22; Tom, canino de 14 anos, que iniciou seu protocolo no dia 19/12/22

Utilizando como exemplo o caso do Zulu, que problema de saúde ele tem?
Zulu, foi diagnosticado com Doença Renal Crônica Estágio 4, em processo agudizado, e após a estabilização primária, foi introduzido o transplante de células-tronco.

De quanto tempo será o tratamento?
O protocolo de tratamento utilizado no paciente Zulu, de acordo com exames realizados previamente, será de 3 transplantes com o intervalo de 21-30 dias. Na sequência, observaremos se haverá necessidade de um transplante de reforço de 6 a 12 meses, quando necessário.

Bruna Valle: médica veterinária