Conheça as doenças cardiovasculares que afetam os pets

Setembro é o mês de prevenção às doenças cardiovasculares. Pensando nisso, pedimos para a Médica Veterinária e Especialista em Cardiologia, Eloisa Pino, preparar um conteúdo sobre essas enfermidades. Confira abaixo!

A Doença Valvar Crônica, Doença Degenerativa de Valva Mitral ou Endocardiose de Mitral é a doença cardíaca mais comum no cão. É um problema degenerativo que acomete frequentemente cães de pequeno porte de meia idade a idosos. As raças mais acometidas são Poodle, Yorkshire Terrier, Pinscher, Chihuahua, Dachshund, Cavalier King Charles, entre outros. Às vezes, o paciente pode não apresentar sinal clínico e ser auscultado sopro em uma visita ao veterinário. Porém, alguns pacientes podem apresentar sinais clínicos leves como cansaço fácil, tosse seca e alta (parecendo um engasgo) e até mais graves como desmaios, língua azulada a roxa, dificuldade de respirar.

Existem outras doenças cardíacas como Cardiomiopatia Dilatada (cães de médio a grande porte), Cardiomiopatia Arritmogênica do Ventrículo Direito (raça Boxer e Dobermann), Cardiomiopatia Hipertrófica (gatos), Cardiopatias Congênitas (filhotes e jovens), entre outras. No entanto, é importante comentar sobre a hipertensão arterial (pressão alta) em cães e gatos como consequência de outras doenças também (hiperadrecorticismo, doença renal crônica, entre outras).

Em filhotes, é imprescindível a ausculta cardiopulmonar durante as primeiras consultas e protocolo vacinal, pois algumas doenças congênitas podem ser diagnosticadas precocemente através do sopro e encaminhamento para avaliação cardiológica.

As doenças respiratórias e outras doenças sistêmicas devem ser acompanhadas com cautela, pois podem levar a alterações cardíacas também com a cronicidade da doença, como hipertensão arterial pulmonar e arritmias.

O sistema cardiocirculatório é muito importante para uma vida saudável, sendo responsável pelo bom funcionamento dos outros órgãos do corpo. Consultas e exames são indispensáveis para um diagnóstico precoce e melhor tratamento para quem precisa.

Síndrome da Disfunção Cognitiva Canina é a doença mais comum em animais idosos

Semelhante ao Alzheimer em humanos, a Síndrome da Disfunção Canina é a doença neurológica mais comum em animais de faixa etária mais avançada. Conversamos com o Médico Veterinário, Breno Exterckötter, que é especialista em neurologia para saber mais sobre essa comorbidade. Confira!

Quais são os sintomas dessa doença?
Pacientes com a síndrome podem apresentar desorientação, alteração em interação com pessoas/animais/ambiente, distúrbio no ciclo do sono, mudança de hábitos – como fazer necessidades fisiológicas em locais que não fazia – ansiedade, déficits de aprendizado e/ou memória.

Essa doença só afeta cães? Gatos não?
De modo geral, é mais comum e mais facilmente diagnosticada em cães.

A causa é a idade ou há outros agravantes?
A principal causa de uma doença neurodegenerativa é sim a idade, mas outros fatores ambientais que podem contribuir para o aparecimento da comorbidade. Entre eles está má alimentação, exposição à estresse crônico, exposição a infecções, além dos fatores genéticos.

Como o diagnóstico é feito?
A doença é diagnosticada com base no histórico, sinais clínicos, exame físico/neurológico associados a exames complementares. Existem outras doenças em cães idosos que podem se assemelhar muito com a disfunção cognitiva, logo o diagnóstico dessa doença se dá por exclusão. Ou seja: é necessário excluir outras doenças encefálicas.

Qual é a melhor maneira de prevenir?

  • Alimentação controlada e de boa qualidade;
  • Exercícios durante a vida do paciente;
  • Evitar obesidade e doenças metabólicas/endócrinas;
  • Check-up anual em pacientes idoso;
  • Vacinação regular;

Julho: mês de combate às zoonoses

O mês de julho é todo dedicado a um olhar mais atento às Zoonoses, doenças infecciosas transmitidas entre animais e humanos. Para saber mais sobre essas enfermidades, conversamos com o Médico Veterinário da Clínica Espaço Animal, Luan Madruga. Confira abaixo:

Quais são as principais zoonoses?

Esporotricose, raiva, leptospirose, leishmaniose, giardíase, toxoplasmose entre outras, sendo estas relacionadas principalmente a cães e gatos.

Quais seus sintomas e seus tratamentos? 

Sintomas:

Esporotricose: lesões ulceradas com presença de pus, principalmente em região de focinho e membros, com difícil cicatrização.

Raiva: alterações neurológicas, como excitação, agressividade e desorientação.

Leptospirose: icterícia (cor amarelada), algia (dor) abdominal, vômitos, diarréia, prostração.

Giardíase: vômitos, diarréias, perda de apetite, desconforto abdominal.

Toxoplasmose: é geralmente assintomática em gatos. Em humanos, a infecção se dá pela ingesta de carnes mal cozidas, mas podendo também ser de contato com as fezes dos animais infectados.

Leishmaniose: perda de peso, apatia, alterações na pele e no pelo, crescimento exacerbado das unhas, lesões oculares, aumento dos linfonodos.

Tratamento: Sempre que os animais apresentarem qualquer sinal clínico procurar imediatamente um médico veterinário.

Qual é o papel do poder público no monitoramento de zoonoses?

O poder público tem o poder de orientar os meios de transmissões das zoonoses, assim, prevenindo ao máximo o número dos casos. Isso é importante porque há um mapeamento dos locais com maior incidência de contágio.

O que o tutor pode fazer para prevenir as zoonoses?

Para prevenção das zoonoses é sempre fundamental consultar periodicamente com um médico veterinário, bem como controle de endo (interno) e ectoparasitas (externos), manter a vacinação e promover uma saúde ambiental adequada.

Prevenção de doenças e custo-benefício para o tutor: por que a castração é tão importante?

Rafaela Soppelsa

Quem não tem intenção de tirar crias do seu pet deve castrá-lo ainda filhote, ou seja, antes de completar um ano. É o que recomenda a médica veterinária Rafaela Soppelsa, que atua na Clínica Veterinária Espaço Animal.

Segundo ela, no caso das fêmeas, tanto gatas quanto cadelas, a idade adequada é entre o primeiro e o segundo cio. “Alguns estudos indicam a castração antes mesmo do primeiro cio, pensando na maior prevenção para tumores de mama. Outros preconizam após o primeiro cio para evitar outros tumores que aumentam incidência se castradas antes do primeiro cio, além de algumas doenças que afetam o sistema endócrino”, pondera. Apesar das diferentes visões, Rafaela indica que o ideal é avaliar cada caso com o auxílio de um veterinário.

No caso dos machos, também de ambas as espécies, a veterinária aconselha que a castração ocorra aos seis meses de idade, o que evita níveis altos de testosterona. A alteração hormonal afeta o temperamento do bicho favorecendo a marcação de território – com o cão levantando a perna para urinar – brigas, tumores testiculares e hiperplasia prostática (aumento do órgão). O gato não levanta a perna, mas o cheiro de sua urina é mais forte se não é castrado.


Recuperação pós operatória


Ambas espécies e sexos costumam ser liberadas no mesmo dia. A cirurgia é realizada em um turno e o pet é liberado no outro. O maior cuidado que o tutor deve ter é enquanto os pacientes estiverem com os pontos (com exceção do gato macho em que não são externos), pois o risco é de ruptura se houver exercício intenso. “É fundamental que o animal fique em repouso por 10 dias (até retirar os pontos) e que utilize roupinha cirúrgica ou colar elisabetano para não arrancá-los até sua cicatrização”, explica a médica veterinária.

Há medicações que são prescritas para casa visando ao controle da dor, além de anti-inflamatórios e antibióticos quando necessário. De acordo com Rafaela, é sempre realizado um exame de sangue prévio (conforme idade e estado geral do paciente). “Se necessário, outros exames são feitos de forma a priorizar a saúde do animal tornando o procedimento o mais seguro possível”, destaca.


Por que castrar? Qual é o custo-benefício?


Um pet que não sofre influências hormonais será um animal mais tranquilo e caseiro. Haverá menos atritos com humanos e outros bichos. Sendo assim, ele não irá fugir, brigar, contrair doenças, gerando, futuramente, maior qualidade e expectativa de vida. Sem falar nos custos para os tutores que são menores visto que enfermidades que poderão acometê-lo estarão sendo prevenidas.

Para exemplificar, Rafaela cita casos que são evitados com a castração: “um paciente que contrai uma doença sexualmente transmissível precisa ser tratado, às vezes, sendo necessário tratamento quimioterápico. Gatos que se contagiam com FIV/FeLV por brigas ou lambeduras, terão que conviver com a doença a vida toda. Animais envenenados ou atropelados precisam de atendimento de emergência e, em alguns casos, necessita de cirurgia emergencial”, enumera. Além disso, muitos desses tratamentos não impedem o óbito.

Outros problemas podem ocorrer com as fêmeas. “Elas podem não conseguir parir e necessitar de cesariana de emergência. Ainda há os tumores de mama que são altamente metastáticos com grande chance de serem fatais”, destaca Rafaela. Outro fato que pode onerar no bolso dos tutores é que cães e gatos não castrados vivem fugindo e se metendo em brigas, necessitando acompanhamento veterinário constante.

Abaixo listamos mais benefícios da castração:

Castração de fêmeas (gatas e cadelas):
– Prevenção de câncer de mama (muito comum);
– Prevenção de alterações uterinas/ovarianas (muito comum);
– Prevenção de hiperplasia mamária (aumento de volume) nas gatas;
– Evita gravidez indesejada;
– Prevenção das doenças FIV e FeLV (gatas);
– Prevenção de pseudociese (falsa gestação);
– Prevenção de fugas/brigas com cães no caso das cadelas, o que evita atropelamentos e envenenamentos;
– Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
– Prevenção de doenças do sistema endócrino;
– Correção de hérnias umbilicais;
– Auxilia na higiene do ambiente em que vive: não precisa usar fraldas a cada 6 meses ou manter a paciente separada até passar o sangramento.
– Prevenção da piômetra.

Castração de machos (cães e gatos)
– Castrando cedo, o cão não levanta a perna para urinar o que diminui a marcação de território;
– Diminuição o odor da urina dos gatos;
– Diminuição do territorialismo (briga entre machos na casa);
– Diminuição de fuga, prevenindo brigas, atropelamentos e envenenamentos;
– Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
– Prevenção das doenças FIV/FeLV (gatos);
– Prevenção de tumor de testículo;
– Prevenção de hiperplasia prostática (aumento do volume do órgão);
– Diagnóstico e tratamento de criptorquidismo;
– Prevenção de lesões traumáticas devido ao coito.


Agende o procedimento

A Clínica Veterinária Espaço Animal oferece castração de cães e gatos. O procedimento, inclusive, faz parte de um pacote de fidelização que oferece desconto para quem adquirir também o protocolo vacinal. Para saber mais, entre em contato conosco pelos telefones: (51) 3473 5650 ou (51) 99744 2355 (WhatsApp).

Novembro azul: incidência de doenças na próstata pode chegar a quase 100% em cães com mais de 9 anos

O mês que promove a saúde do homem também é uma oportunidade para que voltemos o olhar para os nossos pets. Mais comum em cachorros do que gatos, as alterações prostáticas podem causar desconforto ao urinar, defecar e provocar urina com sangue. Esses são os principais sintomas de doenças como cistos, abcessos, aumento da próstata, inflamação no órgão e até mesmo o câncer.

Segundo a médica veterinária da Clínica Espaço Animal, Rafaela Soppelsa, ao notar qualquer um desses sinais, é importante procurar atendimento especializado. “É necessário fazer um exame clínico que envolve o toque retal, por exemplo. Neste toque, já pode-se notar se há aumento da próstata e/ou observar se o cão sentirá algum desconforto. Em caso positivo, a orientação pode ser encaminhar para um exame de imagem, raio X ou ultrassom, que confirmará qual é o problema”, explica.

A boa notícia é que, de acordo com Rafaela, com exceção do câncer, todas as doenças são benignas e o tratamento mais indicado é a castração. “Essas alterações benignas são influenciadas por hormônios. Quando o animal é castrado a chance de tê-las é muito pequena.”, destaca a médica veterinária. No entanto, sem a castração a incidência dessas enfermidades ocorrerem é de quase 100% em cachorros com mais de 9 anos.

Embora os sintomas sejam os mesmos das alterações benignas, no caso do câncer não há interferência hormonal e o tratamento é bastante complexo já que a intervenção cirúrgica é muito invasiva. “Pouquíssimos cirurgiões fazem e a probabilidade de haver sucesso é muito baixa. Além disso, é preciso entrar com diversos outros tratamentos e, mesmo assim, os pacientes geralmente ficam com incontinência urinária. Outro fator é que a chance de haver metástase é grande”, esclarece Rafaela.

Atendimento

A Clínica Espaço Animal conta com profissionais qualificados para garantir a saúde do seu cão. No caso das doenças prostáticas, há possibilidade inclusive da realização de exames de imagem. Faça contato por meio dos telefones (51) 3473-5650 ou (51) 997442355 (WhatsApp).