Câncer de mama em gatas e cadelas: sintomas, prevenções e tratamento

Outubro é, em todo o mundo, o mês em que se dá uma atenção maior ao câncer de mama, doença que atinge majoritariamente mulheres. No entanto, tutores também devem estar atentos aos seus animais de estimação, uma vez que estes podem desenvolvê-lo ao longo do tempo.

Quais são os sintomas?

Em primeiro lugar, o tutor deve prestar atenção nas mamas do seu pet. Quando há a presença do tumor, ele pode ser um nódulo ou vários e ter diferentes tamanhos e consistências. Além disso, o animal com câncer de mama pode apresentar uma série de sintomas, como diarreia, emagrecimento rápido, falta de apetite, inchaço e vermelhidão. Ainda assim, é importante ressaltar que o diagnóstico deverá ser feito apenas por um médico veterinário.

Como é o tratamento?

Um profissional removerá toda a mama. Mas antes do procedimento cirúrgico, é necessária a realização de exames de imagem para averiguar se há tumores em outros órgãos do animal.

Quais são os cuidados para a prevenção?

Embora não haja nada que garanta que o pet não vá desenvolver o câncer de mama futuramente, há cuidados que diminuem consideravelmente os riscos. O principal deles é a castração. Quanto mais cedo ocorrer, menores as chances. Também, destaca-se a não utilização de anticoncepcionais e o cuidado com produtos químicos na casa, como itens de limpeza que podem ser tóxicos.

Quem está no grupo de risco?

O câncer de mama acomete tanto gatas como cadelas de todas as raças. No entanto, existe maior incidência naquelas de 10 a 11 anos de idade e com obesidade. Por isso, vale muito a pena também estar de olho na alimentação dos seus pets.

Outubro rosa: castração é a melhor forma de prevenir câncer de mama

Neste Outubro Rosa, conversamos com o proprietário da Clínica Espaço Animal e médico veterinário, Hermes Raupp, sobre o câncer de mama. Segundo ele, a doença é comum tanto em gatas quanto em cadelas, com relativa frequência, principalmente na terceira idade, e pode ocorrer em uma ou mais tetas do animal concomitantemente.

A principal forma de prevenir é castrar as fêmeas. “O uso de hormônios externos que impeçam o cio aumenta a chance do desenvolvimento do câncer de mama. Por isso, é preciso que a castração ocorra precocemente, antes ou logo depois do primeiro cio para que seja eficiente para impedir o câncer”, explica Raupp.

No entanto, mesmo castradas precocemente, a doença pode aparecer, porque nem todos os canceres são hormômio-dependentes. No entanto, a frequência em fêmeas que não tem cio é mais rara.

Tratamento

Quando há a constatação do câncer de mama, além dos exames de sangue, são feitos raio x e ultrassonografia para ver se não há metástase em outros órgãos.

Segundo Hermes, a principal forma de tratar o câncer é fazer mastectomia, ou seja, fazer a retirada total da mama. Junto à cirurgia é feita a castração. “Assim como nos humanos, quanto mais cedo houver o diagnóstico, mais chances há de cura”, destaca

Sintomas

Para identificar a doença, o tutor precisa ter o costume de apalpar as tetas da sua pet periodicamente. “Diante de qualquer sinal de nódulo, é preciso investigar. Visitas periódicas ao veterinário também podem auxiliar na detecção da doença”, alerta o médico veterinário.

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