Catarata em cachorros: saiba como identificar e tratar a doença 

Muito comum em humanos, a catarata é uma lesão ocular que tem como principal característica deixar a visão embaçada. Em casos mais graves ela pode, inclusive, levar à cegueira. Mas engana-se quem pensa que a doença atinge apenas pessoas, porque os cachorros também podem sofrer com esse problema.

No mundo canino, os motivos para ter catarata são diversos, mas as principais razões estão associadas ao envelhecimento do animal, inflamações intraoculares e diabetes mellitus, normalmente associada a problemas nutricionais. Além disso, há algumas raças com maior propensão para desenvolver catarata, como a Golden Retriever, Poodle, Cocker Spaniel, Schnauzer e Labrador. 

Como identificar a doença 

Talvez você esteja se perguntando: como posso identificar a catarata no meu cachorro? Vamos lá! Observar o comportamento do pet é muito importante e pode fazer a diferença para um diagnóstico precoce da doença. 

Primeiro, a catarata faz com que a lente dos olhos do cão deixe de ser transparente e cristalina, ficando com uma aparência opaca. Por isso, um ponto muito relevante é perceber se os olhos do animal estão com uma coloração azul ou esbranquiçada. 

O cachorro também pode ter aumento da sensibilidade à luz e insegurança para se locomover, mesmo em espaços que ele conheça e esteja habituado. Ainda pode se tornar comum que ele esbarre em objetos, não reconheça pessoas e tenha preferência por lugares mais escuros. 

Outros sintomas comuns envolvem mudanças no formato e no tamanho das pupilas e mais umidade na região dos olhos, sendo comum vê-los lacrimejando com frequência. E atenção: quanto mais cedo o diagnóstico for feito, menor é a chance do cão evoluir para a cegueira.

Como tratar a catarata 

Ao perceber a presença desses sintomas, o ideal é procurar atendimento veterinário o mais breve possível para evitar a evolução da doença. Na maior parte dos casos, o uso de colírios e a realização de cirurgia podem permitir a recuperação parcial da visão. 

A prevenção da catarata pode ser feita por meio do controle da diabetes, através de uma alimentação equilibrada e do acompanhamento nutricional, e ao evitar a reprodução de cães idosos nos quais se percebe a predisposição para o desenvolvimento dessa doença.

E não esqueça: realizar exames de rotina no seu cãozinho pode ajudar a detectar precocemente muitos problemas de saúde. Para isso, conte com os excelentes profissionais da Veterinária Espaço Animal. Estamos prontos para esclarecer suas dúvidas e cuidar do seu pet com muita atenção e carinho.

5 alimentos que cachorros não podem consumir

Pode ser que você já tenha ouvido alguém falar que “meu cachorro come de tudo”. Mas é essa é uma frase perigosa e que pode representar até um desleixo do tutor com o seu pet. Embora muitos cães sempre parecem estar com fome e acabam aceitando qualquer petisco, essa prática pode ser bastante nociva à saúde do animal.

Há alguns alimentos que são tóxicos para o organismo canino e é muito importante que você conheça pelo menos alguns destes para não permitir que cheguem ao prato do seu amigo. 

1. Chocolate

Ele costuma ter uma alta dosagem de uma substância chamada teobromina, que é muito prejudicial aos cachorros. 

2. Carne crua

Embora pareça ser um alimento natural, há um potencial perigo bem grave. A carne crua pode ter bactérias. Por isso, evite. 

3. Alho e cebola

São muito comuns nos pratos dos humanos, mas por possuírem organossulfóxidos, podem causar taquicardia, fraqueza, palidez, entre outros, nos cães.

4. Uva

Mesmo que ainda a pesquisa careça de informações mais completas sobre o que torna a uva inimiga da nutrição canina, já é consenso de que causa danos aos cachorros.

5. Sementes e frutas

Elas podem causar obstrução gastrointestinal nos bichinhos. Pêssego, ameixa e manga são exemplos destas. Alguns efeitos já observados são dor abdominal, falta de apetite, vômito e prostração.

Cuidar da nutrição de cães é fundamental para a manutenção da sua saúde. Então, além de evitar alimentos tóxicos, também esteja atento à ração que você tem oferecido e se sua procedência é de qualidade. 

Conheça cinco benefícios da castração

Desde sempre reforçamos a importância da castração para manter o seu amiguinho saudável, longe de doenças e até com uma relação mais ordeira com o tutor. A lista de benefícios é bem extensa e, para nos ajudar, pedimos para o Médico Veterinário e proprietário da Clínica Espaço Animal, Hermes Raupp, trazer cinco dos mais importantes.

1. Organização financeira

Há prazos e momentos mais adequados para realizar a castração dos bichinhos. O período depende de fatores como o sexo, a espécie e o porte, especialmente no caso dos cachorros. Assim, é possível se organizar desde cedo para conseguir fazer a castração na idade ideal. 

2. Prevenção de tumores mamários

Assim como na mulher, os tumores de mama estão relacionados com os hormônios, tanto na cadela quanto na gata. A regra também vale para os machos em relação a tumores na próstata. Em ambos casos, a castração é a melhor amiga da prevenção.

3. Prevenção de infecções uterinas

São as famosas piometras. Uma vez diagnosticadas, configuram uma cirurgia de emergência, tempo para se organizar, necessidade de ultrassonografia e de exames mais sofisticados para poder submeter esse animal a uma cirurgia. Esta ainda é uma intervenção de risco, uma vez que ele está com uma infecção bastante importante. 

4. Diminuição da agressividade

Acontece principalmente em machos, uma vez que reduz a testosterona, deixando o animal mais calmo. Sem a necessidade de brigar por um espaço no ambiente.

5. Redução da demarcação de território

Essa não é uma coisa 100% garantida, mas uma vez que o animal é castrado, seja cão ou gato, criado dentro de apartamento, a tendência é ele reduzir a demarcação de território. A lógica é semelhante ao item anterior.

Na Clínica Veterinária Espaço Animal, fazemos castração tanto em cães quanto em gatos. Há planos em que o tutor, quando traz um filhotinho, pode fazer um plano de vacinação. E nesse plano também ele terá direito a um desconto na castração.

Dicas sobre a linguagem corporal de um cachorro

É muito importante os tutores saberem como os seus cachorros estão se sentindo. Essa capacidade pode contribuir para a qualidade de vida do pet, para uma relação mais amistosa entre ambos e para evitar situações indesejadas. 

Porém, a linguagem corporal de cães é complexa e sempre deve ser analisada dentro de um contexto. Em geral, envolve o olhar, a posição do rabo e das orelhas e o tronco.

Quando um cachorro está se sentindo acuado, por exemplo, ele pode reagir com irritação. Corpo ereto, posição estática, rabo para cima, orelhas apontando para a frente e rosno são um mau sinal de que se deve deixar o animal sozinho antes que ele ataque.

Por outro lado, caminhar tranquilo ou como se estivesse saltitando, deitar de barriga para cima e ter orelhas para os lados indicam segurança e felicidade. O animal gosta de você e quer a sua companhia. 

Tristeza tem que ser observada

Pode ser depois de tomar um sermão ou por haver uma situação mais complexa, como sentimento de solidão, que cães costumam andar com o corpo mais baixo, orelhas apontadas para o chão, desvio no olhar e rabo entre as pernas. Em alguns casos, alguns podem uivar, quando, por exemplo, seu dono sai de casa para ir trabalhar. É importante tentar entender se tem algo deixando o cãozinho triste ou se é a dita “manha”.

Outros sinais que podem ser negativos

O bocejo nem sempre significa sono. Em alguns contextos, pode denotar alguma situação estressante. O mesmo vale para lambeduras no focinho. Tudo depende da circunstância, mas se não houver razão aparente para essas ações, ligue o alerta.

Fique atento

Diante de qualquer sinal de tristeza e estresse persistente, procure um Médico Veterinário.

Como saber o peso ideal de um animal?

Estar no peso ideal é importante para qualquer espécie, uma vez que pode ser um ótimo sinal de que a saúde está em dia. No entanto, nem sempre costuma ser fácil para o tutor a identificação de quando o pet está magro ou com uns quilinhos a mais. Porém, também é importante ressaltar que não há fórmula mágica e que cada raça tem suas próprias especificidades, ou seja, não é possível definir um peso ideal.

O caminho é observar a forma física do animal mesmo. Se as costelas estiverem muito marcadas, é um sinal de magreza. Porém, se, ao tocar a região, não sentir as costelas, também é motivo de preocupação, porque mostra que o animal está acima do peso. Portanto, é importante senti-las desde que não fiquem tão visíveis. Um cuidado importante é não se deixar enganar pela pelagem, gatos mais peludos, por exemplo, parecem mais gordos do que realmente são.

Um instrumento que ajuda muito no controle da forma física é a coleira. Por óbvio, ela ficar apertada com o tempo denota que o pet engordou, assim como uma folga maior indica emagrecimento. O mesmo vale para animais que usam roupa. É uma forma de tornar as variações mais visíveis.

O ideal, porém, é sempre procurar um médico veterinário, que terá o conhecimento e os instrumentos necessários para avaliar se o animal está nas condições adequadas de peso.

Fatores que podem deixar os bichinhos mais gordos

Assim como em humanos, engordar pode ter muita relação com metabolismo. E, à medida que os animais vão envelhecendo, sua capacidade de absorver comida vai diminuindo, bem como ficam mais sedentários. Então, acaba também sendo muito comum os velhinhos serem mais pesados.

A castração também pode ser uma aceleradora do ganho de peso. É bastante normal que, ao serem castrados, eles fiquem mais sedentários também. Uma dica é procurar oferecer rações especiais para animais que fizeram a cirurgia.

Cachorros braquicefálicos e os cuidados com os problemas respiratórios

Cachorros braquicefálicos são animais que possuem cabeça “achatada” e focinhos encurtados em relação ao que se considera normal. Em geral, estes cães têm uma respiração mais pesada, audível mesmo para quem não está muito perto, e costumam roncar enquanto dormem.

Estas características, infelizmente, podem acarretar uma série de problemas à saúde e, para evitá-la, é importante o tutor ter consciência de que terá de adotar muitos cuidados no dia a dia.

Luan Madruga, médico veterinário da Clínica Espaço Animal, nos ajuda a esclarecer alguns pontos importantes desta condição.

Quais cachorros são braquicefálicos?

Algumas raças apresentam esta característica. Os mais conhecidos são pugs, boxers, buldogues e shih-tzus, que estão entre as raças mais comuns no Brasil atualmente. A cabeça achatada e o focinho encurtado são resultado de modificações feitas artificialmente ao longo dos anos e a sua reprodução é objeto de debate há vários anos por veterinários ao redor do mundo.

Que cuidados é necessário ter?

Luan Madruga explica que tutores de cachorros braquicefálicos devem fazer controle regular do peso do animal para evitar obesidade e magreza e acrescenta que também é importante realizar “avaliação com um médico veterinário para avaliar alterações causadas pela síndrome do braquicéfalico e necessidade cirurgia para uma melhor qualidade de vida”.

A atividade física, que é tão importante para a manutenção da saúde canina, é uma tarefa mais delicada para estes cães. Como eles possuem dificuldade de respirar, os exercícios devem ser leves e em temperaturas mais amenas. Deve-se evitar, portanto, a exposição em dias de muito calor e sol.

Que outros problemas a braquicefalia apresenta?

O médico veterinário conta que eles têm alterações congênitas, como prolongamento de palato e estenose de narina.

O palato é conhecido como o céu da boca. Quando há o prolongamento, a passagem do ar fica mais difícil, o que causa os roncos e a respiração com ruídos já mencionados. No entanto, em casos mais sérios, pode provocar cianose, que é um problema por conta da falta de circulação e/ou oxigenação do sangue, e síncope – desmaio. Já a estenose é o estreitamento das narinas e faringe, que também dificultam a passagem do ar. O problema pode levar ao colapso completo da laringe.

Quais são os tratamentos possíveis para cachorros braquicefálicos?

Embora seja uma condição inata, existem, conforme explica Luan, procedimentos cirúrgicos que podem amenizar os sintomas. A estafilectomia, que é a cirurgia para reduzir o palato no animal, e a rinoplastia, intervenção que reduz a borda do nariz, aumentando o espaço para a entrada de ar, podem ser opções válidas de acordo com orientação médica.

Como prevenir o câncer de próstata em pets?

No Novembro Azul, voltamos as nossas atenções ao câncer de próstata, que pode ser encontrado não só em humanos, mas também em animais, especialmente nos cães. Em geral, os fatores que levam à formação do tumor têm relação com genética e idade: raças de porte maior e pets com idade mais avançadas possuem maior incidência.

Os sintomas do câncer de próstata podem ser variados e afetar tanto o sistema urinário, quanto o digestivo. Assim, estão na lista, entre outros: dificuldade para urinar ou defecar, perda de peso, falta de apetite e fezes em formato achatado.

Prevenção é o melhor caminho contra o câncer de próstata

Para estar sempre seguro quanto à saúde do seu animal, é fundamental apostar na prevenção. O primeiro passo é castrar o animal no momento correto. Como já havíamos ressaltado no texto sobre o câncer de mama, o mesmo vale para os machos. O pet castrado tem suas chances de desenvolver o tumor e outros problemas na próstata consideravelmente reduzidas.

Faça a lição de casa: realize exames de rotina

Não tem segredo: exames periódicos bem feitos são o melhor amigo do tutor quanto à saúde do seu bichinho. Eles não evitam a doença, mas, se descobertos prematuramente, tornam o tratamento e a recuperação mais simples. Para quem tem cachorros de grande porte, é bom iniciar os checkups a partir dos cinco anos.

Alimentação saudável e rotina de exercícios ajudam

Outros fatores que sempre aparecem quando falamos sobre saúde de gatos e cães são alimentação e exercício. Com a ajuda de um profissional, busque por uma dieta balanceada e completa com os nutrientes de que o pet precisa. Tenha atenção ao excesso de carboidratos e açúcares. Também, sempre destine um momento do seu dia para passear ou brincar dentro de casa.

Câncer de mama em gatas e cadelas: sintomas, prevenções e tratamento

Outubro é, em todo o mundo, o mês em que se dá uma atenção maior ao câncer de mama, doença que atinge majoritariamente mulheres. No entanto, tutores também devem estar atentos aos seus animais de estimação, uma vez que estes podem desenvolvê-lo ao longo do tempo.

Quais são os sintomas?

Em primeiro lugar, o tutor deve prestar atenção nas mamas do seu pet. Quando há a presença do tumor, ele pode ser um nódulo ou vários e ter diferentes tamanhos e consistências. Além disso, o animal com câncer de mama pode apresentar uma série de sintomas, como diarreia, emagrecimento rápido, falta de apetite, inchaço e vermelhidão. Ainda assim, é importante ressaltar que o diagnóstico deverá ser feito apenas por um médico veterinário.

Como é o tratamento?

Um profissional removerá toda a mama. Mas antes do procedimento cirúrgico, é necessária a realização de exames de imagem para averiguar se há tumores em outros órgãos do animal.

Quais são os cuidados para a prevenção?

Embora não haja nada que garanta que o pet não vá desenvolver o câncer de mama futuramente, há cuidados que diminuem consideravelmente os riscos. O principal deles é a castração. Quanto mais cedo ocorrer, menores as chances. Também, destaca-se a não utilização de anticoncepcionais e o cuidado com produtos químicos na casa, como itens de limpeza que podem ser tóxicos.

Quem está no grupo de risco?

O câncer de mama acomete tanto gatas como cadelas de todas as raças. No entanto, existe maior incidência naquelas de 10 a 11 anos de idade e com obesidade. Por isso, vale muito a pena também estar de olho na alimentação dos seus pets.

Conheça as doenças cardiovasculares que afetam os pets

Setembro é o mês de prevenção às doenças cardiovasculares. Pensando nisso, pedimos para a Médica Veterinária e Especialista em Cardiologia, Eloisa Pino, preparar um conteúdo sobre essas enfermidades. Confira abaixo!

A Doença Valvar Crônica, Doença Degenerativa de Valva Mitral ou Endocardiose de Mitral é a doença cardíaca mais comum no cão. É um problema degenerativo que acomete frequentemente cães de pequeno porte de meia idade a idosos. As raças mais acometidas são Poodle, Yorkshire Terrier, Pinscher, Chihuahua, Dachshund, Cavalier King Charles, entre outros. Às vezes, o paciente pode não apresentar sinal clínico e ser auscultado sopro em uma visita ao veterinário. Porém, alguns pacientes podem apresentar sinais clínicos leves como cansaço fácil, tosse seca e alta (parecendo um engasgo) e até mais graves como desmaios, língua azulada a roxa, dificuldade de respirar.

Existem outras doenças cardíacas como Cardiomiopatia Dilatada (cães de médio a grande porte), Cardiomiopatia Arritmogênica do Ventrículo Direito (raça Boxer e Dobermann), Cardiomiopatia Hipertrófica (gatos), Cardiopatias Congênitas (filhotes e jovens), entre outras. No entanto, é importante comentar sobre a hipertensão arterial (pressão alta) em cães e gatos como consequência de outras doenças também (hiperadrecorticismo, doença renal crônica, entre outras).

Em filhotes, é imprescindível a ausculta cardiopulmonar durante as primeiras consultas e protocolo vacinal, pois algumas doenças congênitas podem ser diagnosticadas precocemente através do sopro e encaminhamento para avaliação cardiológica.

As doenças respiratórias e outras doenças sistêmicas devem ser acompanhadas com cautela, pois podem levar a alterações cardíacas também com a cronicidade da doença, como hipertensão arterial pulmonar e arritmias.

O sistema cardiocirculatório é muito importante para uma vida saudável, sendo responsável pelo bom funcionamento dos outros órgãos do corpo. Consultas e exames são indispensáveis para um diagnóstico precoce e melhor tratamento para quem precisa.

Por que cães não gostam de gatos?

A rivalidade entre gatos e cachorros é famosa, não é mesmo? Existe até a expressão “briga de cão e gato”, muito utilizada popularmente. Mas você já se perguntou por que cachorro não gosta de gato? Será que isso é verdade ou é um mito?

A rivalidade entre cães e gatos

De fato, todo mundo já se deparou com alguma dupla dessas. Imagens de cães demonstrando raiva na direção de felinos são comuns e muito compartilhadas, fazendo com que a gente se pergunte por que cachorro não gosta de gato.

Por outro lado, também é fácil encontrar cães e gatos que são amigos e possuem uma relação de muito amor e carinho um com o outro. Se você nunca se deparou com uma imagem dessas, é só fazer uma breve pesquisa na internet para encontrar alguns exemplos.

Então, por que cachorro não gosta de gato?

Em primeiro lugar, fique sabendo que essa história é mais mito do que realidade. No entanto, existem alguns detalhes que são reais e podem ter contribuído para que a crença popular se espalhasse pelo mundo.

Nesse sentido, vamos entender por que cachorro não gosta de gato em alguns casos, já que também sabemos que ambos animais são capazes de conviver junto e em harmonia.

Para você entender melhor, é preciso conhecer um pouco mais sobre os instintos naturais dos peludos. Afinal, é importante lembrar que tanto os cães quanto os gatos são animais domesticados. Em outras palavras: já tiveram uma vida totalmente selvagem e que deixa fortes resquícios até os dias de hoje.

Fato 1: instinto de caça

Para começar explicar os instintos selvagens desses animaizinhos, vamos falar de um que é comum tanto para o cachorro quanto para o gato: o instinto caçador. Sim, mesmo domesticado, ele ainda carrega essa natureza em seu DNA, ou seja, é muito difícil apagar esse tipo de comportamento.

Por que isso pode ser um agravante nas relações entre cachorros e gatos

Afinal de contas, os felinos costumam ser menores e mais fracos do que os cachorros. Por isso, estão acostumados a fugir de animais como eles, buscando se proteger de qualquer tipo de perigo. É o instinto de sobrevivência puro do bichano em ação!

Apesar disso, não é nem um pouco comum vermos gatos e cachorros se enfrentando, não é mesmo? 

Invertendo os papéis

Além disso, você também já deve ter visto algumas imagens de cachorros que, por mais que tenham o dobro do tamanho de um felino, ainda assim morrem de medo e acabam levando boas patadas.

Assim, apesar da fama de que cachorros e gatos juntos podem brigar e tornar o ambiente de difícil convivência, nem sempre é assim que funciona! Inclusive, os papéis de presa e de caçador podem até se inverter.

Fato 2: instinto de proteção

Outro instinto canino que pode acabar causando algum tipo de problema dentro e fora de casa é o famoso instinto de proteção. Entretanto, esse tipo de comportamento, às vezes, pode ser tão presente no peludo que se torna a causa de muitos latidos e agressões quando, na verdade, não há uma ameaça real em jogo.

Sabe aquele cão que não deixa outras pessoas se aproximarem de seus tutores ou demoram um tempo para conseguir acreditar que a visita é uma pessoa confiável? Geralmente, esses são cachorros que possuem o instinto de proteção muito exacerbado em seu comportamento.

Nesses casos, pode ser um desafio resolver essa questão e fazer com que o animal se tranquilize diante da situação. Porém, não é nem um pouco impossível. Basta aplicar um bom exercício de educação com algum profissional para encontrar melhoras.

Da mesma forma, o instinto felino de se proteger sempre que a possibilidade de ameaça está presente também pode se tornar um desequilíbrio em seus hábitos selvagens e naturais.

Como já sabemos, gatinhos podem ser animais que acionam o plano de fuga sem pensar duas vezes. Por isso, muitas vezes, o bichano sai correndo antes mesmo de o cachorro tomar qualquer tipo de atitude.

Afinal, cachorro e gato podem conviver?

Caso você queira criar um gato e um cachorro juntos em casa, saiba que isso é possível, sim! Se antes você se perguntava por que cachorro não gosta de gato, agora pode trocar a pergunta para como fazer com que eles convivam juntos com tranquilidade.

Para evitar que seus instintos selvagens atrapalhem a relação, a dica é criar os dois animais juntos desde filhotes. Assim, ambos se acostumam com a presença do outro com muito mais facilidade e poderão crescer juntos, como irmãos.

Fonte: Petz

Publicado por Emilin Grings no dia 16/8/2023